O protesto de um grupo no aeroporto de Congonhas, na manhã de hoje fez com que ao menos quatro voos, que partiriam do Rio de Janeiro com destino a São Paulo, fossem cancelados no aeroporto Santos Dumont, na capital fluminense. De acordo com a Infraero, os voos são das empresas Tam e Gol.Em São Paulo, os funcionários, que são contra 811 demissões anunciadas pela empresa na semana passada, bloquearam o acesso de carros ao estacionamento do aeroporto da capital paulista e somente com a intervenção da polícia o mesmo foi liberado.

NOTA – A Tam emitiu pela manhã uma nota oficial onde esclarece a público que as manifestações ocorridas nesta quinta-feira no Aeroporto de Congonhas (SP) não foram iniciativas de seus funcionários nem do Sindicato Nacional dos Aeronautas, único representante da única categoria (aeronautas) afetada pelo ajuste que a companhia vai realizar em seu quadro de tripulantes. Os funcionários da empresa não aderiram à manifestação e apresentaram-se normalmente ao trabalho. Porém, durante o período de 6h30 a 8h30 foram impedidos de exercer suas atividades pelos manifestantes.

Agindo de acordo com as melhores práticas na relação com seus funcionários, a empresa confirma que vem negociando publicamente desde o dia 30 de julho com o Sindicato Nacional dos Aeronautas – o único sindicato que representa legalmente os comandantes, copilotos e comissários da companhia. A negociação ocorre de modo aberto e transparente, em reuniões registradas em atas públicas. Como anunciado, o movimento visa a garantir a sustentabilidade do negócio da empresa, adequando o quadro funcional à realidade operacional já em vigor. A companhia convive com alta significativa dos custos, o que a levou a reduzir a oferta, no acumulado de 2011 até agora, em 12% no mercado doméstico.

Ontem em assembleia realizada em São Paulo, os aeronautas aprovaram o Programa de Reestruturação de Adesão Voluntária acordado entre a companhia e o Sindicato Nacional dos Aeronautas para que a empresa possa promover esse ajuste em seu quadro de tripulantes, não afetando as demais áreas da empresa. Apesar do cenário adverso para o setor aéreo, a TAM decidiu ir além das obrigações regulares da legislação. Além de cumprir integralmente a Convenção Coletiva, a companhia concordou em oferecer um Programa de Licença Não-Remunerada (LNR) e um Programa de Demissão Voluntária (PDV). Com a adoção desses programas, serão 811 os tripulantes afetados pelo ajuste.

“Toda a negociação tem sido conduzida de maneira respeitosa e sincera, e oferecemos aos nossos tripulantes impactados um conjunto de benefícios e condições acima do histórico do nosso setor”, afirma o presidente da TAM S.A., Marco Antonio Bologna. A companhia lamenta os transtornos vividos pelos seus passageiros nesta quinta-feira, decorrentes dessas manifestações que, reitera, não foram realizadas por seus funcionários. A única manifestação realizada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas, que representa legalmente os tripulantes da TAM, ocorreu no final da tarde desta quarta-feira no Aeroporto de Congonhas, após a assembleia que aprovou o acordo entre a TAM e os aeronautas, sem causar interrupção dos serviços prestados aos clientes e de forma pacífica. – Atualizada às 11h.

Folha de SP