
A iniciativa do MTur buscou adaptar ao Brasil a metodologia de DTI criada na Espanha (Foto: Raphael Nogueira/ Unsplash)
As cidades integrantes do projeto-piloto organizado pelo Ministério do Turismo estão adotando iniciativas voltadas à criação de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI), calcadas em pilares como acessibilidade, governança, inovação, marketing, sustentabilidade e segurança.
Como exemplo, o projeto “Angra, Cidade Inclusiva”, da cidade de Angra dos Reis (RJ), “Angra, Cidade Inclusiva”. Há ainda, um Centro Integrado de Operações de Segurança Pública, responsável por monitorar 148 câmeras pertencentes a inciativa “Angra Mais Segura”. Outras facilidades incluem dois ônibus elétricos, dotados de acessibilidade e de rede wi-fi.
Os avanços também ocorrem em Campo Grande (MS). Já a de Campo Grande (MS) está investindo na nova Rede Municipal de Alta Velocidade, com capacidade para conectar mais de 400 localidades, oferecendo internet gratuita em mais de 100 pontos, além da disponibilização de um Sistema Unificado de Prestação de Contas, que reúne dados de contratações e licitações, e de plataformas digitais.
“O novo viajante está cada vez mais interessado em destinos que trabalham quesitos como inovação, acessibilidade e segurança pública. Vamos trabalhar para apoiar e incentivar os nossos atrativos turísticos a oferecerem serviços de vanguarda, que ajudem a consolidar a atratividade do país como um grande destino global de visitantes”, frisa Daniela Carneiro, ministra do Turismo.
Em Recife (PE), o destaque vai para o lançamento de um e-book com os principais pontos turísticos acessíveis, o Programa Ilumina a Vista, que garante luzes cênicas em pontos turísticos, e o Recife Limpa, para ampliar a coleta de lixo, e criou o primeiro “Smartlet”, área no bairro do Recife alimentada por energia solar e que oferece wi-fi e carregadores de celulares.
Salvador (BA) já dispõe de iluminação pública 100% LED e de câmeras de monitoramento no Centro Histórico e na Orla Atlântica; no Rio de Janeiro (RJ), que lançou o Labtur, incubadora de inovação destinada a micro e pequenas empresas, e Rio Branco (AC), que conta, pela primeira vez na história da capital do Acre, com uma Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação.
Curitiba (PR) e Florianópolis (SC) também estão em destaque no quesito Destinos Turísticos Inteligentes, por meio da acessibilidade e uso da tecnologia em seus atrativos. É válido salientar que Brasília (DF) e Palmas (TO) também fazem parte da iniciativa governamental e já estão certificadas no quesito transformação.
A iniciativa do MTur buscou adaptar ao Brasil a metodologia de DTI criada na Espanha pela Segittur (Sociedad Mercantil Estatal para la Gestión de la Innovación y las Tecnologías Turísticas). A adaptação foi possível graças a uma parceria firmada pelo Ministério do Turismo com a SEGITTUR e o Instituto Ciudades del Futuro, que acompanha comunidades da Argentina na concepção e na implantação de ações inovadoras. Em breve, os Destinos Turísticos Inteligentes brasileiros certificados devem ser novamente avaliados pelo MTur para a concessão do “Selo DTI” aos que cumprirem pelo menos 80% dos seus planos de transformação.







