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Parques e Atrações

Operadoras aprovam mudança na venda de ingressos da Disney: “cliente volta à mesa do agente”

Equipe de vendas da Disney Destinations

Equipe de vendas da Disney Destinations para o mercado brasileiro

SÃO PAULO – O mercado brasileiro considerou como positiva a mudança no modelo de comercialização dos ingressos dos parques da Disney. A mudança passa a valer a partir do próximo dia 16 de outubro e, neste mês, está sendo reforçada em treinamentos realizados em São Paulo e no Rio de Janeiro. É o que constatou o M&E ao entrevistar representantes de grandes operadoras em evento realizado pela Disney, nessa quinta-feira (04).

“O mercado está reagindo muito bem à mudança. Eles gostaram do modelo e nós temos todos os nossos parceiros do trade se preparando para deixar os seus sistemas prontos”, afirma Angel Sarria, diretor de Marketing e Vendas da Disney Destinations para a América Latina.

Para as operadoras, as principais vantagens estão na possibilidade de garantir melhores preços e também reforçar o papel de consultor do agente de viagens no processo de compra. “Eu acho que é uma mudança que vai ser benéfica. O passageiro vai poder se planejar melhor e escolher as datas com mais descontos. Para nós operadores e para os agentes será muito bom, pois teremos a expertise para oferecer a melhor solução ao cliente. Estamos sendo treinados para trabalhar justamente isso”, destaca Bárbara Picolo, diretora de produtos da Flytour MMT.

Barbara Picolo, da Flytour, e Luiz Araujo Jr., da Disney

Barbara Picolo, da Flytour, e Luiz Araujo Jr., da Disney

Este empoderamento dos agentes no processo trará consigo um necessidade de capacitação, tendo em vista que esta condição de consultor se potencializa com as alterações. “A política vai ser bem sucedida, mas para isso precisamos capacitar a nossa força de vendas, que são os agentes de viagens, para fixar esta informação. Agora o passageiro vai levar em consideração em planejar melhor a viagem e vai ficar mais difícil para ele fazer sozinho”, explica Sylvio Ferraz, diretor de produtos internacionais da CVC.

Paulo Biondo, supervisor de Desenvolvimento de Produtos da Agaxtur, também aponta a capacitação como parte vital para adaptar o mercado o mais rápido possível à mudança. “Toda mudança é dura, ainda mais para um mercado que vende o mesmo tíquete há muito tempo. Capacitação vai ser a palavra-chave para minimizar os impactos nos próximos meses”

“O ingresso deixa de ser um commodity e vira um produto que precisa ser explicado”

Biondo salienta ainda que a nova politica de ingressos significa ‘ter o cliente de volta à mesa’. “O agente vai ter o cliente de volta, pois o ingresso deixa de ser um commodity e vira um produto que precisa ser explicado”, completa.

Para o gerente de Marketing e Vendas da Disney para o mercado brasileiro, Luiz Araújo Jr., a mudança significa a melhora da experiência do cliente. “É muito importante que o agente entenda este novo modelo, pois ele vai explicar para o cliente as vantagens. Tem um custo benefício melhor, dando opções de preço de acordo com a data e gerando uma economia que pode ser aproveitada em outros produtos. Com isso teremos um controle melhor do