
ORLANDO (Flórida) – O Florida Huddle 2026, realizado em Orlando, reuniu operadores e destinos para discutir tendências, oportunidades e estratégias para o turismo americano. Entre os destaques, a Abreu marcou presença, mostrando como pretende fortalecer sua operação no mercado dos Estados Unidos e ampliar o alcance de seus roteiros. Segundo Ronnie Corrêa, diretor geral da Abreu no Brasil, o momento é de consolidação e adaptação ao perfil de viajante que busca mais do que parques e hotéis.
“O início do ano passado trouxe uma queda nas vendas para os Estados Unidos, mas a partir de abril vimos uma recuperação consistente”, afirma Corrêa. Ele destaca que, com o dólar em patamares elevados, o ticket médio das viagens aumentou, refletindo um público com maior poder de consumo. Entre os destinos mais procurados, Orlando, Miami, Nova York e Las Vegas seguem liderando, cada um atraindo perfis diferentes de viajantes.
“Orlando continua como carro-chefe, mas o brasileiro busca experiências além do tradicional pacote de hotel, carro e parques”, explica Corrêa. A aposta da Abreu é oferecer atividades já reservadas antes da viagem, permitindo que o turista aproveite cada momento sem depender de compras locais de última hora.
Flórida: novos destinos ganham força
Além de Orlando, a operadora aposta em roteiros combinados que incluem Miami, Tampa, Fort Lauderdale, St. Pete & Clearwater e Kissimmee. “Nosso objetivo é mostrar que a Flórida vai muito além dos parques temáticos. Queremos que o viajante descubra experiências locais, praias e atrações culturais”, comenta Corrêa.
A estratégia também foca em estender a permanência do turista no estado, oferecendo pacotes que incentivem uma viagem mais completa e diversificada. “Quem viaja quer sentir que aproveitou tudo, e isso passa por combinar cidades, experiências e serviços já estruturados”, acrescenta o diretor.
Copa do Mundo começa a mexer com o interesse dos brasileiros
A chegada da Copa do Mundo aos Estados Unidos, Canadá e México também entrou na pauta do Florida Huddle. Para Corrêa, o impacto inicial é mais ligado à expectativa: “Vemos dois perfis se movimentando. Um quer curtir o evento, com ou sem ingresso, e outro passa a se interessar pelas cidades-sede, estádios e atrações turísticas por causa da mídia.”
Ele compara a mobilização prevista com a experiência do Qatar: “Acreditamos que os brasileiros se sentirão mais à vontade nos destinos norte-americanos, com afinidade maior e facilidade de incluir esses locais em seus planos de viagem.”
A Copa como gancho para roteiros completos
Na Abreu, a estratégia não é vender viagens apenas para acompanhar os jogos. “A Copa funciona mais como um gancho para despertar interesse pelos destinos. Nosso foco é estruturar roteiros que passem pelas cidades-sede e arredores, muitas vezes mais atrativos que os centros dos jogos”, explica Corrêa.
A proposta é aproveitar a visibilidade do evento para criar experiências turísticas que combinem cultura, gastronomia e lazer, aumentando o valor percebido da viagem e fortalecendo o vínculo do brasileiro com os destinos americanos.
Presença no Florida Huddle reforça objetivos da Abreu
Segundo Corrêa, estar no Florida Huddle é fundamental para alinhar a Abreu às tendências do turismo nos Estados Unidos. “É uma oportunidade de estreitar relações, entender o que os destinos estão oferecendo e preparar produtos que realmente atendam ao perfil do viajante brasileiro.” A presença na feira também ajuda a identificar novas combinações de roteiros e experiências que podem ser incluídas nos pacotes já disponíveis.
“Nosso trabalho é mostrar que viajar para os EUA não precisa ser só sobre parques ou compras. Queremos experiências completas, serviços organizados antes da viagem e roteiros que aproveitem o máximo que o destino tem a oferecer”, conclui o diretor.
*O M&E viaja com apoio da Shift e proteção GTA







