Accor
Alexis Andrades, analista de ESG da rede Accor

SÃO PAULO – O turismo voltado ao público LGBT+ 60+ é temas dessa edição da LGBT+ Turismo Expo 2026. Em painel realizado nesta terça-feira (21), no Hotel Unique, Alexis Andrades, analista de ESG da Accor, chamou atenção para o potencial econômico desse segmento e defendeu que empresas do setor avancem da inclusão no discurso para a prática.

Segundo Andrades, embora pesquisas apontem que a comunidade LGBT+ esteja entre as que mais viajam e gastam com turismo, ainda há espaço para que o mercado desenvolva produtos e experiências voltados ao público mais maduro.

“O público 60+ representa outra forma de viajar. São pessoas que valorizam a independência, querem viver experiências e buscam ser acolhidas. O preconceito etário não está apenas na sociedade, mas também pode estar dentro das empresas, agências, organizações e hotéis”, afirmou.

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O executivo destacou que, de acordo com levantamentos apresentados durante o evento, 47% dos viajantes LGBT+ 60+ gastam mais de R$ 10 mil por ano em viagens, sem considerar passagens aéreas. Para ele, o desafio é avaliar se o setor está preparado para atender às expectativas desse consumidor.

“Esse nicho planeja suas viagens, investe em experiências e quer ser bem recebido. Não basta dizer que somos inclusivos; isso precisa acontecer na prática”, ressaltou.

Andrades apresentou iniciativas da Accor voltadas à diversidade e inclusão, destacando que a rede mantém espaços seguros para hóspedes e colaboradores, além de programas de capacitação e parcerias com organizações voltadas à população LGBT+.

“A Accor está pronta para receber todas as pessoas, independentemente de idade, identidade de gênero, orientação sexual ou raça. Trabalhamos com hospitalidade responsável e acreditamos que são as pessoas que movimentam o turismo”, afirmou.

O analista também defendeu que a diversidade precisa estar presente dentro das equipes. Segundo ele, apenas 19% dos colaboradores da Accor nas Américas se autodeclaram integrantes da comunidade LGBT+, enquanto 16% ocupam cargos de liderança, números que, na avaliação do executivo, demonstram avanços, mas ainda indicam oportunidades para ampliar a representatividade.