
SÃO PAULO – Durante a WTM Latin America 2026, a secretária de Turismo do Maranhão, Socorro Araújo, detalhou uma estratégia que busca reposicionar o estado no cenário nacional e internacional. A proposta vai além dos cartões-postais tradicionais e aposta na experiência direta com comunidades locais como eixo central de crescimento do setor.
Segundo ela, o estado estruturou dez polos turísticos e já atua diretamente com 12 comunidades. “Um dos trabalhos interessantes que estamos fazendo é trabalhar com as comunidades de base comunitária”, afirmou. A ideia, explicou, é permitir que os próprios moradores apresentem “suas experiências” e mostrem ao visitante “a cultura, a gastronomia e o viver dessas pessoas”.
A iniciativa, construída ao longo de três anos, deve ganhar reforço com o lançamento de uma publicação que organiza os roteiros dessas vivências. Além disso, representantes das comunidades passaram a ser incluídos em eventos e premiações do setor. “A gente achou muito importante essa valorização das pessoas”, disse.
Busca pelo ecoturismo ajudam a expandir fluxo de visitantes
Embora os Lençóis Maranhenses sigam como principal vitrine, o governo tenta descentralizar o fluxo turístico. Regiões como Timon, na divisa com o Piauí, aparecem como alternativas estratégicas, especialmente para nichos como a observação de aves. “A procura não é só nacional, é internacional”, destacou.
Outros segmentos também entram no radar, como ecoturismo, turismo de festas e roteiros culturais em São Luís, reconhecida como patrimônio mundial. A diversificação é vista como essencial para distribuir melhor os visitantes pelo território.
Os números recentes reforçam o otimismo. De acordo com a secretária, o estado registrou aumento de 15% no fluxo turístico apenas nos três primeiros meses de 2026. A projeção é ambiciosa: “A expectativa é chegar a 40% de crescimento”.
Para isso, a estratégia passa por uma mudança de foco. “Não é trabalhar apenas o fluxo para os Lençóis, mas para o Maranhão todo”, resumiu.







