Franquias, conversões, condo hotéis ou investimentos próprios. As formas de expansão para as grandes redes internacionais de hotéis no Brasil são distintas e a melhor maneira de crescer no País depende dos objetivos de cada empresa. Este tema foi discutido na manhã do segundo dia do Hospitality Investment Conference (BHIC), que acontece em São Paulo.

Abel Castro, vice-presidente sênior de Desenvolvimento da Accor, contou a experiência da rede francesa, que chegou ao País em 1977. Segundo ele, os primeiros hotéis foram desenvolvidos com investimento próprio, depois vieram os empreendimentos administrados e por fim as franquias. “A conversão é difícil no Brasil”, disse. “Os hotéis independentes são 80% do mercado, mas a maioria tem problemas estruturais que impedem a conversão”, complementou.

Daniel Del Olmo, vice-presidente sênior das Wyndham International, revelou os investimentos que a rede pretende fazer no Brasil. Segundo ele, serão implantados 15 hotéis de três bandeiras no País, com mais de 9 mil quartos. “A perspectiva da indústria hoteleira segue muito claramente a economia no mundo e a taxa de crescimento do PIB de 3 a 5% é muito atraente. Este é um mercado muito atraente para investimento”, justificou.

Castro destacou ainda as características do mercado brasileiro, que são únicas entre os países emergentes. “Em vários países é possível implantar hotéis baseado em outro lugar. Mas aqui não se  consegue desenvolver se não tiver um time local. Tem que investir e ter base aqui e só assim consegue ritmo de desempenho bom”, alertou.