Intercâmbio sustentável: jovens brasileiros buscam países que unem educação e compromisso ambiental
Pesquisa Belta mostra aumento de 34% na busca por destinos com políticas verdes, como Auckland, cidade na Nova Zelândia (Reprodução)

Em um momento em que o mundo se prepara para a COP30, cresce entre os estudantes brasileiros o interesse por destinos de intercâmbio que unem educação e sustentabilidade. Países como Nova Zelândia, Canadá e Alemanha vêm se destacando não apenas pela excelência acadêmica, mas também por políticas ambientais robustas e práticas verdes que os colocam na linha de frente da agenda climática global.

O intercâmbio, antes associado apenas ao aprendizado de idiomas, ganha agora um novo significado: o de formar cidadãos do mundo conscientes. Morar em países que tratam a sustentabilidade como parte do cotidiano é viver uma experiência que ultrapassa a sala de aula, é aprender na prática como pequenas atitudes constroem grandes transformações.

Segundo a Pesquisa Selo Belta 2025, o setor de educação internacional segue em expansão e cada vez mais conectado a temas socioambientais. Em 2024, o mercado cresceu 15% e movimentou cerca de R$ 540 milhões em programas e pacotes. Para 2025, a estimativa é de um novo salto de 17%.

O Canadá segue como o destino mais procurado pelos brasileiros, enquanto a Nova Zelândia teve alta de 34% no número de vistos estudantis concedidos a brasileiros, o maior crescimento proporcional entre os principais destinos. A Alemanha também aparece com destaque, especialmente entre estudantes de tecnologia, ciência e energias limpas.

“Os jovens estão escolhendo estudar fora com um propósito maior. Eles querem aprender, mas também querem fazer parte das soluções”, afirma Alexandre Argenta, presidente da Belta. “O intercâmbio em países sustentáveis desperta essa consciência ambiental e reforça o papel do estudante como cidadão global, capaz de gerar impacto positivo em qualquer lugar do mundo.”

No Canadá, programas de habitação verde e redes integradas de transporte sustentável atraem quem busca inovação climática. A Nova Zelândia, pioneira em transparência ambiental no setor financeiro e energia limpa, transformou o compromisso ecológico em política de Estado. Já a Alemanha é referência em mobilidade elétrica e eficiência energética urbana, com foco na transição para fontes renováveis.

“A escolha de países que valorizam práticas ambientais é mais do que uma decisão acadêmica, é um engajamento com os valores de futuro”, reforça Argenta. “O intercâmbio forma não apenas alunos, mas cidadãos conscientes, preparados para agir localmente e pensar globalmente.”

À medida que o Brasil se prepara para sediar a COP30, o intercâmbio sustentável se consolida como um caminho de aprendizado com propósito, uma escolha que combina educação, consciência ambiental e o desejo genuíno de construir um planeta mais equilibrado.