Viviânne Martins, presidente da Abgev - crédito Gladstone Campos
Viviânne Martins, presidente da Abgev – crédito Gladstone Campos

Com o objetivo de ampliar seu escopo de trabalho e cada vez mais estar presente e ser referência no segmento de viagens corporativas, a Associação Brasileira de Gestores de Viagens Corporativas criou em 2011 a Alagev (Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas). O objetivo é fazer um intercâmbio com os vizinhos e assim fortalecer e desenvolver o setor de viagens corporativas em conjunto com todo o mercado, agora nacional e internacional. A reportagem do MERCADO & EVENTOS esteve na sede paulista da Abgev, na tarde desta segunda-feira (23/01), e conversou com a diretoria sobre a criação da Alagev, além das novidades da entidade. Participaram do encontro a presidente, Viviânne Martins; a vice-presidente, Patrícia Thomas; e a gerente geral, Aline Bueno.

Segundo Patrícia, a Abgev sempre teve vontade de expandir e a Alaveg nada mais é do que a mudança da associação de brasileira para latino americana. “Nosso objetivo é poder promover um intercâmbio entre os fornecedores. Tudo que desenvolvemos no Brasil será aplicado na América Latina, nos mercados em que atuarmos. O trabalho é o mesmo mas como foco nesse novo mercado. O intuito é que tenhamos também comitês que possam trabalhar em sinergia com os comitês brasileiros”, disse. Além disso, a entidade ainda terá um site em espanhol e a vice-presidente já atua em um comitê voltado para o desenvolvimento da Alaveg junto a outros conselheiros. Nesse primeiro momento, Viviâne Martins continua como presidente de ambas as entidades. De acordo com ela, além dos trabalhos em conjunto, a entidade ainda estuda a possibilidade do conselho no Brasil ter uma cadeira ocupada por membros dos países latinos associados a Alagev. “O objetivo é que possamos ter representatividade. Que sejamos uma entidade latino americana e que trabalhe dessa forma para construirmos algo juntos”, disse a presidente.

Atualmente, a entidade conta com cerca de 250 empresas associadas e mais de 500 pessoas – sendo que casa empresa pode ter mais de um associado. Em seu modelo de atuação, dez comitês buscam alternativas para algumas necessidades comuns entre os profissionais deste trade. Para Viviânne, o mais difícil desse trabalho foi fazer com que todos entendessem o voluntariado. “As pessoas demoraram para entender que é preciso disciplina para ser voluntário e que nosso objetivo é fazer com que tenhamos um mercado de viagem corporativa melhor no Brasil e para isso é preciso seguir as diretrizes e não sair do eixo. Tanto que para fazer parte dos comitês de trabalho é preciso ser uma pessoa capacitada e com comprometimento com o setor”, explicou. Segundo ela, todos os comitês ainda tem espaço para outras associações participarem. “Entendemos que trabalhamos para o mercado e estamos todos no mesmo barco”, comentou. De acordo com Aline, embora todos associados tenham acesso aos trabalhos e pesquisas nem todos contribuem efetivamente e somente participam da Abgev aqueles que realmente se enquadram no perfil e tenham os mesmos objetivos.

De acordo com o IEVC (Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas), divulgado no Lacte 2011, o mercado de viagens corporativas atingiu em 2010 a marca de R$ 21,2 bilhões em volume de negócios, com crescimento de 20,43% em comparação ao ano de 2009. Segundo Aline, o índice é medido da somatória de tudo o que é gasto com turismo no Brasil (hotel, passagem, locação e etc) e pago por empresas. “No ano passado, esse volume representava cerca de 57% do total”, declarou.

Copa e Olimpíadas – Segundo Viviânne, evento esportivo é evento corporativo. E por isso, a Abgev já esta trabalhando há oito meses nesse segmento. “A Academia de Viagens esta trabalhando em um projeto grande e depois fazer um ganha ganha com a Abgev mas por enquanto não podemos divulgar nada. Estamos trabalhando forte em gestão, processos e tudo que envolve os bastidores desses eventos. Muito se fala em receptivo para Copa, a Abgev fala em logística de evento. É outra coisa, porque tem muita gente que vem para trabalhar”, contou.