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Agências e Operadoras / Empregos / Serviços

Micro e pequenas empresas voltam a demitir após início de retomada

Azul lidera o Ranking de cancelamentos

Os setores de Turismo e Economia Criativa continuam entre os mais impactados

A 10ª edição da Pesquisa “O Impacto da Pandemia do Coronavírus nos Pequenos Negócios”, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), revelou que o movimento de recuperação do faturamento foi interrompido e as micro e pequenas empresas, que respondem por 95% das agências de viagens do país, voltaram a demitir, logo após o início de uma retomada do nível de faturamento e de postos de trabalho, no segundo semestre de 2020.

Os setores de Turismo e Economia Criativa continuam entre os mais impactados, mas agora juntaram-se a eles os de beleza, serviços de alimentação e artesanato. Segundo o estudo, o crescimento do faturamento que vinha sendo mantido desde abril (quando chegou ao nível mais crítico de -70%) foi interrompido. Com isso, a receita voltou ao mesmo patamar de agosto de 2020 (perda média de 40%), ficando 6 p.p abaixo do resultado detectado em novembro (-34%).

Ainda de acordo com o levantamento, 54% das empresas atuam em locais com restrições de funcionamento e apenas 37% estão em cidades em processo de abertura, realidade semelhante à de junho de 2020. “Nessa segunda onda, setores que não estavam sendo tão impactados estão sofrendo mais também. A pesquisa revela que nenhum segmento apresentou melhoria e que atividades que foram menos impactadas anteriormente, como o agronegócio, saúde e construção civil estão vendo a situação piorar”, diz o presidente do Sebrae, Calos Melles.

Com o aumento da inadimplência e com a expectativa de uma melhora da pandemia somente daqui a 17 meses (em média), a proporção de empresários aflitos com o futuro da empresa chega a 57%, a mais alta desde a edição da pesquisa realizada em setembro, quando 43% dos empreendedores revelaram esse sentimento.

Mais dados

  • Para a maioria (65%) das empresas o ano de 2020 representou uma redução de 1/3 no faturamento anual
  • Para a maioria (66%) das empresas as vendas de fim de ano de 2020 foram piores que as de 2019
  • Para a maioria (65%) das empresas as vendas no carnaval de 2021 foram piores do que do carnaval de 2020
  • Aumento (de 13% para 54%) expressivo de locais com restrição de circulação de pessoas
  • Aumento (de 73% para 79%) na proporção de empresas que afirmam que estão sofrendo uma diminuição no seu faturamento
  • Aumento no impacto médio (de -34% para -40%) do faturamento das empresas, quebrando tendência de melhora de 7 meses
  • Redução (de 52% para 49%) na proporção de empresas que buscaram empréstimo
  • Aumento (de 47% para 57%) na proporção de empresas com muitas dificuldades para manter seu negócio
  • Piora (de 14 meses para 17 meses) na expectativa da situação voltar ao normal
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