A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) espera uma disputa acirrada no leilão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, – o primeiro que o governo entregará para a administração privada – e acredita na conclusão das obras até abril de 2014, sete meses antes do limite permitido pelo contrato de concessão.
A partir da assinatura do contrato, previsto para 22 de novembro deste ano, o ganhador do leilão de hoje (22/08) terá 36 meses para inaugurar o novo aeroporto, que atenderá Natal, uma das cidades-sede da Copa do Mundo. Rubens Vieira, diretor de infraestrutura aeroportuária da Anac, acredita num cronograma antecipado. “O aeroporto deverá ficar pronto entre 20 e 24 meses. Para o concessionário, a Copa é um divisor de águas, uma vitrine para atrair turistas”, afirmou.
Engevix, Triunfo e MPE se qualificaram para a disputa. O lance mínimo é de R$ 51,7 milhões. As três participantes já entregaram envelopes com propostas. No entanto, pelas regras do edital, as três poderão abrir uma disputa em viva-voz para bancar a melhor oferta. O investimento exigido do futuro concessionário gira em torno de R$ 650 milhões.
Simultaneamente aos preparativos para o leilão de hoje, a Anac e a Secretaria de Aviação Civil correm contra o relógio para viabilizar a concessão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília no fim do ano. Embora os editais ainda estejam em estudo, Vieira diz que a tendência é o governo optar pelo valor de outorga como forma de definir a disputa. Entretanto, ah outros aspectos que precisam ser definidos. Por exemplo, se os recursos levantados com a concessão vão para algum fundo do governo para alimentar a rede de aeroportos da Infraero. De 66 terminais, apenas 7 são rentáveis – Guarulhos é o principal.
Na semana passada, o governo esclareceu que as torres de controle não serão incluídas na concessão à iniciativa privada. Elas são responsáveis por orientar as aeronaves nas fases de manobra, decolagem, pouso ou sobrevoo do aeroporto. A maioria é operada pela Aeronáutica, mas há casos, como Guarulhos, em que ficam com a Infraero. No caso de São Gonçalo do Amarante, o concessionário do aeroporto operará também a torre.






