Aviação doméstica bate recorde e supera 76 milhões de passageiros no Brasil em 2026
Ministro do Turismo Gustavo Feliciano (Giulia Jardim/M&E)

A aviação brasileira registrou um novo recorde histórico em 2026. Entre janeiro e setembro, 76,8 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos, alta de 3,4% em relação aos 74,3 milhões contabilizados no mesmo período de 2025. É a primeira vez desde o início da série histórica, em 2000, que o mercado nacional supera a marca de 76 milhões de passageiros nos nove primeiros meses do ano.

Os dados são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), compilados pelo Ministério do Turismo. Em setembro, foram transportados 8,5 milhões de passageiros em voos domésticos, mantendo o patamar recorde registrado no mesmo mês do ano anterior.

O desempenho positivo também se estendeu às rotas internacionais. De janeiro a setembro, 22,7 milhões de passageiros viajaram em voos internacionais com origem ou destino no Brasil, avanço de 7,2% sobre os 21,1 milhões registrados nos mesmos meses de 2025. Somente em setembro, foram 2,3 milhões de passageiros, volume 4% superior ao do ano passado e o maior já registrado para o mês.

Considerando os mercados doméstico e internacional, a movimentação aérea brasileira alcançou 99,5 milhões de passageiros no acumulado de janeiro a setembro. O resultado representa crescimento de 4,2% na comparação com os 95,5 milhões registrados no mesmo intervalo de 2025 e estabelece um novo recorde para o período.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os números refletem o aquecimento do setor e a ampliação da demanda por viagens no país. “Os números confirmam o que vivemos na prática: o Brasil voltou a voar alto e a bater recordes históricos no turismo. Ultrapassar a marca inédita de 76 milhões de passageiros no mercado doméstico mostra a força da nossa economia e a confiança do mundo no nosso país”, afirmou.

O ministro também destacou os efeitos da expansão da aviação sobre outras atividades econômicas, como hospedagem, serviços e geração de empregos. “Cada voo representa mais empregos gerados, mais hotéis movimentados e mais renda injetada de Norte a Sul do Brasil. Esse resultado é fruto de um trabalho integrado para ampliar a conectividade aérea, baratear custos e promover nossas belezas lá fora. O brasileiro está viajando mais pelo seu próprio país e os estrangeiros estão descobrindo cada vez mais as nossas riquezas”, complementou.

Turismo internacional também avança

Os resultados da aviação acompanham o crescimento do turismo internacional no Brasil. Na semana anterior à divulgação dos dados, o país alcançou a marca de 7 milhões de turistas estrangeiros em 2026, mantendo o volume inédito registrado no mesmo período de 2025. No ano passado, o Brasil encerrou o calendário com 9,2 milhões de chegadas internacionais, recorde histórico anual.

Em alguns destinos, o avanço já se reflete nos resultados acumulados. Pernambuco e Rio Grande do Norte, por exemplo, alcançaram, ainda em 2026, o total de turistas internacionais que haviam recebido durante todo o ano passado.

A entrada de visitantes estrangeiros também tem impacto direto na economia. De janeiro a agosto, os gastos desse público no Brasil somaram R$ 38,7 bilhões, o maior valor já registrado para o período. Os dados de setembro ainda não haviam sido divulgados pelo Banco Central.

Viagens corporativas registram faturamento recorde

Outro segmento que contribui para o desempenho do turismo é o de viagens de negócios. Entre janeiro e agosto, o setor movimentou R$ 9,75 bilhões no Brasil, crescimento de 8,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp). A divulgação dos números de setembro estava prevista para o fim de outubro.

O mercado de trabalho também apresenta resultados positivos. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o turismo gerou 62 mil vagas formais no país. Atualmente, o setor reúne 2,42 milhões de trabalhadores com carteira assinada, o equivalente a 5% da força de trabalho brasileira.

Os indicadores reforçam o peso do turismo na atividade econômica nacional, com a expansão da conectividade aérea acompanhada pelo aumento do fluxo internacional, pela movimentação de viagens corporativas e pela geração de empregos. A continuidade desse crescimento, porém, dependerá também da capacidade de ampliar a oferta de voos, melhorar a conectividade entre destinos e sustentar a demanda ao longo do ano.