
A Azul NeoCarbon, nova unidade de negócios da Azul Linhas Aéreas voltada à comercialização de créditos de carbono, anunciou uma parceria inédita com a Caixa, primeira instituição financeira do país a financiar projetos desse tipo. O objetivo é combinar a expertise técnica da aérea com a força operacional do banco para democratizar o acesso de empresas ao mercado de carbono no Brasil.
A iniciativa quer aproximar organizações de diferentes portes de um setor essencial para o cumprimento da agenda climática nacional, mas ainda restrito por barreiras técnicas e regulatórias. A proposta é oferecer consultoria e soluções personalizadas para quem busca compensar suas emissões, com segurança e credibilidade.
“Queremos apoiar e orientar organizações de todos os setores no processo de transição energética e descarbonização”, explica Filipe Alvarez, gerente de Sustentabilidade, Governança e Disciplina de Gestão da Azul. “A Azul foi a primeira companhia aérea do mundo a ter suas metas de redução de carbono aprovadas pelo SBTi, e agora amplia esse conhecimento para o mercado corporativo”, completa.
A parceria prevê a oferta de créditos de carbono certificados por padrões internacionais, como o VCS (Verified Carbon Standard), o CDM (Clean Development Mechanism) e o Gold Standard (GS). Segundo as empresas, o foco será unir acessibilidade, integridade técnica e transparência em cada operação.
Pela Caixa, o acordo reforça o posicionamento do banco como agente de transformação ambiental. “A sustentabilidade é um pilar estratégico da nossa atuação. Essa parceria representa um avanço concreto na ampliação do acesso ao mercado de carbono, com soluções confiáveis e alinhadas aos mais altos padrões internacionais”, afirma Paulo Rodrigo de Lemos Lopes, vice-presidente de Sustentabilidade e Cidadania Digital da instituição.
O banco traz para o projeto sua experiência com o Programa de Atividades (PoA), certificado pela ONU, pioneiro na gestão de resíduos sólidos e no financiamento de carbono no país.
Na prática, a Azul NeoCarbon e a Caixa esperam que a aliança amplie o número de empresas engajadas em compensar suas emissões e acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.







