
A Azul registrou 3.652 objetos esquecidos em suas aeronaves e áreas operacionais entre janeiro e julho de 2025, segundo levantamento divulgado pela companhia. O número inclui desde itens comuns, como documentos e fones de ouvido, até achados inusitados, uma tampa de panela, uma dentadura e até um rolo de papel higiênico com dedicatória.
O episódio curioso aconteceu no aeroporto de Guarulhos, onde o objeto foi deixado com a mensagem: “Para Lulu, com carinho”. A lista de “achados e perdidos” da Azul também inclui muletas e acessórios íntimos, reforçando o perfil variado do esquecimento a bordo.
De acordo com o levantamento, Viracopos (Campinas) lidera o ranking de aeroportos com mais itens esquecidos, seguido por Confins (Belo Horizonte), Recife, Brasília e Curitiba. Documentos ocupam o primeiro lugar entre os objetos mais deixados para trás, seguidos por fones de ouvido, óculos, necessaires e bolsas.
“O levantamento mostrou que os meses de férias, como janeiro, fevereiro e julho, são os que registram mais esquecimentos”, afirmou Diogo Youssef, diretor de Aeroportos da Azul. Segundo ele, “os tripulantes são orientados a encaminhar todos os itens para o setor de bagagens dos aeroportos, como parte do compromisso de cuidado com os clientes”.
Embora a responsabilidade pelos pertences pessoais seja do passageiro, conforme as regras da Anac, a Azul mantém um sistema de armazenamento que preserva os objetos por até 90 dias, 30 no aeroporto onde foram encontrados e mais 60 no depósito da empresa em Viracopos. Depois desse prazo, o que não é reclamado é doado a instituições de caridade ou descartado de forma adequada.
A companhia reforça que não cobra taxas para guardar os itens esquecidos e orienta os passageiros a procurar o balcão da Azul no aeroporto de desembarque ou entrar em contato com o Azul Center para registrar o extravio, informando os detalhes do voo e a descrição do objeto.







