As projeções financeiras da Gol ainda poderão ser revisadas
As projeções financeiras da Gol ainda poderão ser revisadas

A companhia aérea Gol registrou prejuízo líquido de R$ 2,1 bilhões no terceiro trimestre deste ano. A crise econômica agravada pela variação cambial foram apontados como principal fator para o resultado deste ano. Durante a teleconferência o presidente da Gol Paulo Kakinoff anunciou também novas operações da companhia.

A aérea anunciou uma revisão em sua projeção para 2015, divulgada em fato relevante de 30 de março de 2015 e alterada em fato relevante de 13 de agosto deste ano. A companhia também detalhou ajustes em sua malha doméstica e internacional.

A revisão nas projeções envolveu os seguintes fatores: alta volatilidade cambial; queda dos preços internacionais do barril de petróleo; atual cenário econômico, que causou impacto nos custos e despesas da companhia; receita com transporte de passageiros, cujo mix entre clientes a lazer e a negócios modificou-se.

As projeções financeiras da Gol poderão ser revisadas, em função dos impactos do cenário econômico, visando incorporar a evolução do desempenho operacional, financeiras e eventuais mudanças nas tendências de taxa de juros, câmbio, PIB e petróleo (WTI e Brent).

Sobre os ajustes na malha estão a adição de novos voos, rotas e destinos, além de mudanças de frequências e cancelamentos de destinos impactados pela alta do dólar e da situação econômica brasileira.

A empresa, que havia iniciado no final de outubro novas rotas e voos partindo do aeroporto de Congonhas, em São Paulo para Salvador, Porto Seguro, Ilhéus e Florianópolis, além Maringá, Londrina e Presidente Prudente terá novos voos no verão. “Vamos iniciar voos diretos do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, para Navegantes e Florianópolis, na região Sul do país. Mais cidades também serão ligadas à Porto Seguro, com voos diretos partindo de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília. De Campinas, a companhia terá operações para Natal, Fortaleza, Salvador, Maceió e Recif “, destacou Paulo Kakinoff.

Para o mercado internacional o dirigente confirmou que os voos para Miami e Orlando, nos Estados Unidos, serão operados apenas de forma sazonal a partir de 19 de fevereiro de 2016, enquanto a operação regular da companhia para Punta Cana, partindo de Guarulhos, permanece. “Continuamos analisando a viabilidade da continuidade de operações para Caracas, na Venezuela. Neste momento, os voos para o destino estão mantidos e sua frequência reduzida para uma vez por semana e prevemos novos destinos na América Latina, entre eles Havana, em Cuba.”

Já para a América do Sul lembrou que além das ligações de Buenos Aires com Fortaleza e Natal existe intenção de incluir outras capitais nordestinas. “Estes ajustes visam ainda aperfeiçoar a utilização dos recursos da companhia em rotas mais procuradas”, finalizou. Em relação a frota padronizada de aeronaves Boeing 737 admitiu que em 2016 pretende colocar em prática a locação de aeronaves nos diferentes trechos operados pela companhia, sejam eles de curta ou longa distância e, de acordo com a necessidade da empresa.