
SÃO PAULO – O governo federal reafirmou o compromisso com o reequilíbrio do Aeroporto Internacional do Galeão e confirmou que o leilão da concessão está mantido para o dia 30 de março. As declarações foram feitas pelo Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante coletiva com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), realizada nesta segunda-feira (19), em Brasília.
Segundo Costa Filho, a prioridade do Ministério é cumprir integralmente o que foi pactuado no modelo econômico-financeiro do novo contrato do Galeão, construído com participação do município do Rio de Janeiro, da concessionária e de demais atores envolvidos no processo. O acordo prevê, entre outros pontos, limites ao crescimento da oferta de voos no Aeroporto Santos Dumont, justamente para garantir a recuperação do Galeão.
Apesar disso, o Ministro afirmou que deve se reunir nos próximos dias com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que solicitou uma audiência para apresentar ponderações e sugestões sobre o tema. “Essa é a beleza da democracia: ouvir o prefeito da cidade, entender suas colocações e refletir conjuntamente”, afirmou, sinalizando abertura ao diálogo, mas sem indicar mudança no rumo já definido.
Santos Dumont entra em fase de avaliação estratégica
Em relação ao Aeroporto Santos Dumont, o Ministro informou que a Infraero está conduzindo um estudo aprofundado para avaliar o valor do ativo para a União. A análise não se restringe apenas ao terminal carioca, mas inclui também a participação de 49% da Infraero em aeroportos concedidos, como Galeão, Confins, Brasília e outros.
A expectativa é que, em até seis meses, o governo tenha uma estimativa consolidada do valor desses ativos. A partir desse levantamento, o Ministério pretende apresentar os dados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à Casa Civil, para então definir qual será a decisão estratégica do governo sobre o futuro do Santos Dumont — inclusive se haverá ou não uma nova concessão e em que prazo.
Por ora, não há confirmação sobre a abertura de consulta pública ainda em 2026. O Costa Filho deixou claro que qualquer decisão será tomada mais adiante, com base nos estudos técnicos e na avaliação política do governo.
Segundo as informações compartilhadas em coletiva, a estratégia segue sendo fortalecer o Galeão como principal hub internacional, ao mesmo tempo em que o Santos Dumont permanece sob regras específicas de operação. O tema voltou ao centro do debate após questionamentos sobre a possibilidade de ampliação de voos no aeroporto central do Rio, o que, segundo o governo, contrariaria os termos já aprovados pelo TCU e poderia afetar a atratividade do Galeão para investidores.







