Ryanair
Companhia afirma que implantação do EES provocou filas de até três horas em aeroportos europeus durante o verão (Divulgação/Eric Ribeiro)

A Ryanair pediu à Comissão Europeia que adie até abril de 2027 a implementação plena do Sistema de Entrada/Saída (EES), novo mecanismo digital de controle de fronteiras da União Europeia. A companhia aérea afirma que a implantação do sistema tem provocado longas filas nos controles de passaportes e pode gerar novos impactos durante períodos de alta demanda.

Segundo a empresa irlandesa, aeroportos e autoridades fronteiriças precisam de mais tempo para solucionar problemas relacionados aos postos de controle automatizados, reforçar as equipes e garantir que o sistema consiga operar de forma eficiente antes de sua aplicação integral aos passageiros.

A Ryanair afirma que, durante o verão europeu, passageiros enfrentaram filas de duas a três horas em aeroportos de cidades como Cracóvia, Lisboa, Milão e Roma.

A companhia defende que a prorrogação da isenção permita aos países-membros realizar ajustes antes da adoção completa do sistema. Para a empresa, a atual situação pode aumentar os tempos de processamento nos controles de fronteira justamente nos períodos de maior movimento nos aeroportos.

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Ryanair critica impacto do controle digital de passaportes nos aeroportos europeus

Ryanair pede à União Europeia adiamento do controle digital de passaportes para 2027
Setor aéreo aponta aumento no tempo de processamento e risco de novas filas durante períodos de alta demanda (Repdrodução/RyanAir)

O diretor de Operações da Ryanair, Neal MacMahon, classificou a implementação do EES pela União Europeia como problemática e afirmou que o setor aéreo já havia alertado Bruxelas sobre os possíveis efeitos da mudança.

Segundo o executivo, companhias aéreas e outros representantes do transporte haviam advertido que o sistema poderia aumentar o tempo necessário para o processamento dos passageiros e provocar filas nos controles de fronteira.

A Ryanair também argumenta que o fim da atual isenção deixa os Estados-membros com menos alternativas para evitar novas interrupções durante períodos de alta demanda.

O pedido da companhia ocorre após outras entidades do setor manifestarem preocupação com a implementação do sistema. Em julho, o Conselho Internacional de Aeroportos (ACI), Airlines for Europe (A4E) e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) enviaram uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertando para o que classificaram como uma pressão crescente sobre os aeroportos com a aplicação do EES.

O Sistema de Entrada/Saída foi criado pela União Europeia para digitalizar o registro de passageiros de países que não fazem parte do bloco durante a entrada e a saída do espaço europeu. A mudança substitui gradualmente os registros manuais nos passaportes por informações digitais, incluindo dados biométricos.

A Comissão Europeia, por sua vez, afirma que a maioria dos aeroportos europeus está conseguindo aplicar o novo controle de maneira adequada. Bruxelas também informou estar preparada para oferecer suporte aos aeroportos que enfrentam maiores dificuldades durante a implementação.

A discussão ocorre em um momento de forte fluxo de passageiros nos aeroportos europeus, aumentando a preocupação do setor aéreo com possíveis impactos operacionais caso os tempos de processamento nos controles de fronteira permaneçam elevados.

Com informações de Consumidor Global