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O país com maior peso em termos de passageiros foi o Brasil, que teve 28% dos passageiros transportados na região da América Latina e Caribe (Divulgação/Infraero)

O setor aéreo continua o caminho de recuperação e, durante o mês de outubro, transportou 27,5 milhões de passageiros, 92% do registrado no mesmo mês de 2019, de acordo com dados da Associação Latino-Americana e Caribenha de Transporte Aéreo (Alta) Isso reflete uma desaceleração no ritmo de recuperação em relação ao mês imediatamente anterior, já que em setembro a região havia superado seus níveis de 2019 em 1,2%.

Apesar disso, nas perspectivas país a país para a região, os resultados são muito otimistas. O país com maior peso em termos de passageiros foi o Brasil, que teve 28% dos passageiros transportados na região da América Latina e Caribe. No entanto, o país está em 83% em relação aos níveis de 2019; enquanto o segundo e o terceiro mercados, México e Colômbia, já ultrapassaram os níveis de 2019.

A região da América Latina e Caribe continua sendo a líder de recuperação, superando a América do Norte, que está em 88% de seus níveis de 2019, o Oriente Médio 81%, a Europa 78% e o Sudeste Asiático 67%, a região com a menor recuperação. Neste caso, entre as causas estão as baixas perspectivas de crescimento econômico, altas taxas de inflação, alto custo do combustível de aviação, desvalorização da taxa de câmbio, entre outros fatores.

DOMÉSTICO – O transporte aéreo doméstico, que não está sendo afetado pelas restrições de tráfego internacional, se recuperou mais rapidamente. Em outubro, a Colômbia teve uma recuperação excepcional, atingindo 18% acima dos níveis de 2019, enquanto o México está 12% acima dos níveis pré-pandemia. O Brasil apresentou uma desaceleração chegando a 86%, a Argentina avançou para 95% e o Chile se destaca em sua recuperação doméstica, já que é 99% de seus níveis de 2019.

INTERNACIONAL – No caso do transporte internacional de passageiros, três países da região continuam a se destacar com um crescimento muito positivo, a República Dominicana atingiu 127% de seus níveis de 2019, o México 114% e a Colômbia 120%. Por outro lado, Brasil, Chile e Argentina continuam a recuperar com 76%, 81% e 73%, respetivamente.