
A companhia aérea irlandesa Ryanair decidiu acabar com a tolerância aos atrasados. Agora, os passageiros que chegarem com menos de 40 minutos antes da decolagem terão que pagar uma multa de €100 (cerca de R$600) para embarcar. O novo valor é mais alto que muitas das próprias passagens vendidas pela empresa de baixo custo.
A medida busca acelerar o embarque, evitar atrasos e reduzir custos operacionais, uma vez que, segundo a empresa, atrasos de passageiros representam um gargalo logístico que afeta outros voos da malha aérea e prejudica o viajante que chega na hora certa.
Vale lembrar que as companhias aéreas estão cada vez mais rígidas quando o assunto é pontualidade, digitalização e corte de custos e, porque isso, também afeta diretamente o passageiro.
No Brasil, cada vez mais companhias têm adotado práticas parecidas: check-in encerrado 40 minutos antes, portão fechado 20 minutos antes, e tolerância zero para atrasos.
Ainda não há sinal de que uma companhia aérea brasileira vá adotar uma multa semelhante, mas a tendência de rigidez nos procedimentos e foco em digitalização já está em curso por aqui.
Empresas como Gol, Azul e Latam já cobram taxas para check-in presencial e incentivam o uso do aplicativo. Em alguns voos, o passageiro que não faz check-in online pode acabar sem assento garantido, mesmo com a passagem comprada.
Com a digitalização acelerada nos últimos anos, as companhias aéreas estão cada vez mais automatizadas. E, viajar a partir de agora exige mais atenção do passageiro. Check-in pelo celular, cartão de embarque no aplicativo e despacho de bagagens feito sem falar com ninguém já é uma realidade, não mais tendência. Tudo isso trouxe praticidade, mas também uma nova responsabilidade para o viajante: estar atento aos horários e cumprir os prazos à risca.







