
BRASÍLIA – A Clia reforçou mais uma vez seu compromisso com o desenvolvimento da indústria do turismo náutico, reconhecendo os entraves para o crescimento do mercado no Brasil e se colocando à disposição para auxiliar na superação desses desafios. As afirmações foram feitas por Bud Darr, CEO da Clia Global, nesta quarta-feira (3), durante o 7º Fórum Clia Brasil, na sede da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
”Queremos trabalhar com vocês para ajudar não apenas a trazer de volta os navios que foram perdidos, mas também a adicionar novos navios no futuro”
“Navios saem de um mercado muito mais rápido do que voltam. Queremos trabalhar com vocês para ajudar não apenas a trazer de volta os navios que foram perdidos, mas também a adicionar novos navios no futuro”, afirmou Darr.
A fala se refere ao cancelamento da travessia do Costa Fascinosa para a temporada de cruzeiros 2025/2026 no Brasil. Segundo o executivo, custos operacionais elevados, carências na infraestrutura portuária e a longa distância dificultam a expansão do setor no país.
“O custo do porto, de todos os tipos, pode ser muito elevado aqui, e qualquer ajuda nesse sentido será muito positiva”, disse.
Por outro lado, Darr destacou que a demanda brasileira é alta e que a satisfação dos passageiros atinge 96%, contra 82% no índice global. “Eu acredito que há uma janela de oportunidade para o Brasil, e é agora”, completou.
“Eu acredito que há uma janela de oportunidade para o Brasil, e é agora”
Ele acrescentou que, com 81 novos navios encomendados globalmente, o país poderia se beneficiar caso avance em infraestrutura e regulação.
Bud Darr e Dario Rustico, presidente do Conselho de Administração da Clia Brasil, defenderam ações imediatas em infraestrutura, redução de custos e maior clareza regulatória para que o país mantenha competitividade internacional.
A Clia também ressaltou a importância de melhorar os terminais de embarque e desembarque e de ampliar a oferta de excursões segmentadas. “O momento do desembarque tem de ser leve, também dentro das férias, não um momento em que as férias ainda não começaram”, disse Rustico, citando o exemplo de Miami, onde o tempo médio de espera é de 15 minutos.
Outro ponto abordado foi a sustentabilidade. O compromisso de atingir zero emissões líquidas até 2050 foi reiterado. Darr explicou que a barreira principal não é tecnológica, mas energética. “A chave está em três elementos: o combustível, o combustível e o combustível.
O equipamento estará pronto a tempo, eu acredito, mas sem as moléculas para colocar no tanque, tudo vai ser um monte de conversa”, afirmou. A Clia aproveitou para reforçar que o setor é líder em tratamento de águas e reciclagem.
*O M&E viaja com proteção da GTA e apoio da Shift Mobilidade Corporativa.







