BNDES e ICMBio firmam parceria para fortalecer conservação da biodiversidade no Brasil
Ilha da Trindade fica a cerca de 1.200km da costa brasileira Reprodução (Divulgação/Clarissa Paiva)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) anunciaram, nesta terça-feira (31), em Brasília, a assinatura de um acordo de cooperação técnica voltado à proteção da biodiversidade em Unidades de Conservação federais.

Participaram da cerimônia o superintendente da Área de Meio Ambiente do BNDES, Nabil Kadri, e o presidente do ICMBio, Mauro Pires.

Com vigência inicial de três anos, prorrogável por mais dois, o acordo será conduzido por um Conselho Gestor.
O grupo será responsável por definir prioridades, selecionar áreas elegíveis e orientar a execução das ações.

A parceria prevê desde a elaboração de chamadas públicas até o monitoramento de projetos.
Entre os temas prioritários estão regularização fundiária, manejo de espécies, pesquisa, turismo sustentável e inclusão de comunidades tradicionais.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a iniciativa amplia a capacidade do Estado de proteger o patrimônio natural.
Ele destaca a integração entre conhecimento técnico e mobilização de recursos como diferencial estratégico.

Primeira chamada já em execução

O acordo já nasce com uma ação em andamento: a chamada pública “BNDES Biodiversidade: Ilhas do Futuro, Ninhos Protegidos”.

A iniciativa conta com até R$ 80 milhões voltados à proteção de aves marinhas ameaçadas e à restauração de ecossistemas insulares.

Integrada ao programa BNDES Azul, a ação foca em ilhas e arquipélagos sob gestão do ICMBio.

Os recursos apoiarão restauração de vegetação nativa, controle de espécies invasoras e monitoramento da fauna.

Integração de recursos amplia alcance

Outro destaque é a integração com o Fundo de Compensação Ambiental (FCA), que destinará R$ 26 milhões adicionais.

Os investimentos contemplam áreas estratégicas como Atol das Rocas, Abrolhos, Ilhas Cagarras e Fernando de Noronha.

O FCA, gerido pela Caixa Econômica Federal, financia exclusivamente ações de conservação.
A combinação de recursos amplia a escala e a efetividade das iniciativas.

Projetos selecionados

Durante o evento, foram anunciados cinco projetos selecionados na chamada pública.

As iniciativas abrangem regiões como Fernando de Noronha, Abrolhos, Trindade e o litoral do Paraná.

Segundo Nabil Kadri, a parceria inaugura uma nova etapa de cooperação ambiental.

“Já são R$ 66 milhões mobilizados em projetos voltados à recomposição florestal e ao controle de espécies invasoras”, afirmou.

A expectativa é que o modelo fortaleça a gestão das Unidades de Conservação e amplie o conhecimento sobre a biodiversidade brasileira.