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Donaldson Trump, presidente dos EUA (Divulgação/Library of Congress)

A administração do presidente Donald Trump ampliou, na última terça-feira (16), as restrições de entrada nos Estados Unidos e passou a proibir viagens de cidadãos de cinco novos países, segundo regra anunciada após a revisão da política migratória iniciada em junho. A medida entra em vigor após episódios recentes de segurança e afeta diretamente o fluxo internacional de passageiros com destino ao país.

Com a atualização, passam a ter entrada totalmente vetada viajantes provenientes de Burkina Faso, Mali, Níger, Sudão do Sul e Síria. A decisão não alcança o número de 30 países mencionado anteriormente pelo governo, mas amplia de forma significativa o escopo da política já em vigor.

A regra também impõe restrição total a pessoas portadoras de documentos de viagem emitidos pela Autoridade Palestina, além de viajantes de Laos e Serra Leoa, que passam a enfrentar bloqueio completo para entrada no país.

Outros quinze países passam a estar sujeitos a restrições parciais ou limitações específicas de entrada. A lista inclui Angola, Antígua e Barbuda, Benin, Costa do Marfim, Dominica, Gabão, Gâmbia, Malawi, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Tonga, Zâmbia e Zimbábue, o que amplia o impacto da medida sobre mercados emissores da África, Caribe e Pacífico.

O endurecimento ocorre como desdobramento da política anunciada em junho, quando o governo norte-americano proibiu viagens a partir de doze países, entre eles Afeganistão, Irã, Líbia, Somália e Iêmen, e impôs restrições adicionais a viajantes de Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela.

Para o setor de turismo e aviação, a ampliação do veto representa um novo fator de incerteza no planejamento de rotas, emissão de vistos e operações internacionais com destino aos Estados Unidos, especialmente em mercados emergentes que passam a enfrentar barreiras adicionais de acesso.