
A atividade turística na Europa deverá manter um desempenho estável em 2026, segundo relatório da European Travel Commission (ETC) divulgado em 13 de novembro. O documento, referente ao terceiro trimestre de 2025, projeta aumento de 6,8% nas chegadas internacionais no próximo ano, após crescimento estimado de 9,9% nos gastos turísticos até o final de 2025, motivado pela forte procura no verão em destinos como Portugal.
O relatório informa que os viajantes continuam a explorar países europeus apoiados por ferramentas digitais e flexibilidade nos hábitos de viagem. De acordo com a ETC, as chegadas internacionais à Europa avançaram 3% em relação a 2024, impulsionadas pela redução da inflação nos serviços turísticos e pela decisão dos viajantes de manter os gastos com férias. A entidade prevê que, em 2025, as despesas com viagens representem 3,1% dos gastos totais dos consumidores.
No levantamento, 30 dos 34 países que reportaram dados registraram altas nas chegadas ou estadias noturnas durante o verão. Entre os destinos com maior avanço estão Malta, com alta de 12%, Chipre, com 10%, Espanha, com 4%, e Portugal, com 2%. A ETC atribui esse desempenho principalmente ao turismo de sol e praia. No Norte da Europa, Noruega e Finlândia cresceram 14%, enquanto Letônia, Estônia e Islândia também aumentaram a procura.
Polônia, com 13%, e Hungria, com 9%, se destacaram pela competitividade de preços. Alemanha e Turquia registraram quedas de 2% e 1%, respectivamente. O relatório atribui o recuo alemão à comparação com 2024, ano do Campeonato Europeu de Futebol, e, no caso turco, ao aumento de custos.
Os mercados de longa distância reforçaram o resultado do verão. Segundo a ETC, o Japão cresceu 24% e a China 21% nas chegadas à Europa. O fluxo dos Estados Unidos aumentou 5% nesta temporada e acumula alta de 35% desde o período pré-pandemia da Covid-19.
A entidade observa que a tendência positiva segue apesar da desaceleração econômica global. O relatório aponta que o uso de tecnologia permite ao viajante encontrar opções com melhor custo-benefício e programar viagens em períodos mais convenientes.
A estimativa para 2026 prevê continuidade da recuperação, sobretudo dos mercados da Ásia-Pacífico. O presidente da ETC, Miguel Sanz, afirma que o verão “confirmou mais uma vez o forte interesse em viagens para e dentro da Europa, mesmo com custos mais altos e condições variáveis”.
Segundo ele, os viajantes estão “a tornar-se mais seletivos, buscando valor, conforto e autenticidade, enquanto utilizam novas ferramentas como IA para planear viagens mais inteligentes”. Sanz declara que a prioridade é apoiar destinos na criação de estratégias para estimular viagens durante todo o ano, estadias mais longas e “maior valor para comunidades e visitantes”.







