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Tarifa média dos voos nacionais avança impulsionada pelo aumento do combustível de aviação, enquanto mercado registra crescimento no número de passageiros (Divulgação/Aeroporto BSB)

O preço médio das passagens aéreas para voos domésticos no Brasil chegou a R$ 632,53 em maio de 2026, valor 11,2% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. Os dados são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e consideram apenas a tarifa do transporte aéreo, sem incluir taxas aeroportuárias ou outros encargos, com os valores corrigidos pela inflação.

Na comparação com maio de 2025, quando a tarifa média era de R$ 568,96, o aumento foi de R$ 63,57 por bilhete. Em relação ao mesmo período de 2024, quando o preço médio era de R$ 589,34, a alta acumulada chega a 7,3%.

Apesar do avanço nos preços, quase metade das passagens comercializadas no período permaneceu abaixo de R$ 500. Segundo a Anac, 49,1% dos bilhetes vendidos custaram menos desse valor, sendo que 20,7% foram comercializados por até R$ 300 e outros 28,4% ficaram na faixa entre R$ 300 e R$ 500. Na outra ponta, 5,4% das passagens ultrapassaram R$ 1.500, patamar próximo ao salário mínimo de 2026, fixado em R$ 1.621.

A principal pressão sobre as tarifas vem do combustível de aviação (QAV), um dos maiores custos das companhias aéreas. Em maio, o litro do combustível atingiu preço médio de R$ 6,46, alta de 68,5% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 44,4% na comparação com maio de 2024, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A elevação do preço do QAV está ligada ao cenário internacional. As tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além da instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, têm pressionado as cotações da commodity e elevado os custos do setor aéreo.

Alta no valor das passagens aéreas não impede passageiros de viajar

Mesmo com as tarifas mais altas, a demanda por viagens continua em crescimento. O relatório de demanda e oferta da Anac aponta que 8,3 milhões de passageiros embarcaram em voos domésticos durante o mês de maio.

O mercado aéreo nacional avançou 2,5% na comparação anual, com crescimento concentrado principalmente nas operações da Latam e da Gol, que juntas passaram a responder por cerca de 72% do mercado. Já a Azul perdeu participação no período.