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Levantamento compara custo e poder de acesso internacional de documentos emitidos por diferentes países (Gemni/IA)

Um levantamento divulgado em março de 2026 apontou que o passaporte da Austrália é o mais caro do mundo, com taxa de emissão de US$ 302. O estudo foi realizado pelo site Compare the Market com base em dados governamentais e no Henley Passport Index, que avalia o acesso global sem visto. A análise considera custo e alcance internacional para comparar documentos de diferentes países.

O passaporte australiano foi apontado como o mais caro do mundo em 2026, com custo de AU$ 422, equivalente a cerca de US$ 302. O valor passou a vigorar após um reajuste aplicado em janeiro deste ano, segundo dados oficiais.

O levantamento foi conduzido pelo site britânico Compare the Market, que analisou preços atualizados de emissão de passaportes em diferentes países, com base em informações governamentais e dados do Henley Passport Index.

Apesar do custo elevado, o documento australiano ocupa a sétima posição no ranking global de poder de viagem, oferecendo acesso sem visto a 182 destinos, de acordo com a atualização de 11 de março de 2026 do índice. Após a Austrália, o México ocupa a segunda posição entre os passaportes mais caros, com custo de US$ 255 para emissão. Em seguida, aparece o passaporte dos Estados Unidos, com taxa de US$ 208.

O passaporte da Nova Zelândia aparece na sequência, com valor de US$ 153. Esses dados refletem variações significativas nos custos de obtenção do documento, dependendo do país. A análise considera apenas taxas oficiais de emissão, sem incluir custos adicionais como renovação emergencial, serviços consulares ou taxas administrativas extras.

Singapura lidera em poder de acesso com menor custo

Embora não figure entre os mais caros, o passaporte de Singapura ocupa a primeira posição no ranking global de poder de viagem. Segundo o Henley Passport Index, o documento permite acesso sem visto a 193 destinos. O custo de emissão do passaporte singapuriano é de aproximadamente US$ 55, valor inferior ao de diversos países com menor alcance internacional. A relação entre custo e acesso coloca o documento entre os mais eficientes no comparativo global.

O levantamento destaca que o preço de um passaporte não está necessariamente relacionado à quantidade de destinos acessíveis sem visto. O estudo realizado pelo Compare the Market utilizou dois critérios principais: o custo de emissão do passaporte e o número de destinos que podem ser visitados sem necessidade de visto.

Para isso, foram analisados dados de 25 países, com base em fontes governamentais atualizadas e no ranking do Henley Passport Index. O índice é amplamente utilizado para medir a mobilidade internacional de cidadãos de diferentes nacionalidades.

A combinação desses fatores permite avaliar não apenas o custo do documento, mas também seu valor em termos de acesso global. De acordo com o levantamento, o valor dos passaportes em termos de acesso internacional tem apresentado queda em diversos países. Em 17 dos 25 países analisados, houve redução no número de destinos acessíveis sem visto em comparação com 2025.

Essa tendência indica mudanças nas políticas migratórias e nas relações diplomáticas entre países, impactando diretamente a mobilidade internacional. A redução pode influenciar decisões de viagem, planejamento de rotas e exigências documentais para turistas e viajantes de negócios.

Impactos para o turismo e viagens internacionais

O custo e o alcance dos passaportes são fatores relevantes para o setor de turismo, especialmente no contexto de viagens internacionais. Documentos com maior acesso sem visto tendem a facilitar o fluxo de turistas e reduzir barreiras burocráticas.

Por outro lado, o aumento de custos pode representar um fator limitante para determinados perfis de viajantes, dependendo do país de origem. Além disso, alterações no número de destinos acessíveis sem visto podem impactar diretamente o planejamento de viagens, exigindo maior atenção a regras migratórias e documentação necessária.

O levantamento que aponta o passaporte australiano como o mais caro do mundo em 2026 evidencia diferenças entre custo e acesso internacional entre países. Enquanto alguns documentos apresentam alto valor de emissão com alcance relevante, outros combinam menor custo com maior mobilidade global. As mudanças no número de destinos sem visto indicam transformações no cenário internacional, com reflexos diretos no turismo e na circulação de pessoas entre países.

*Com informações de Phuong Anh, VNExpress.