
O turismo social deve movimentar mais de meio bilhão de reais no Brasil em 2025, segundo a Associação Brasileira de Turismo Social (Abrastur). O setor, que aposta na democratização das viagens e na inclusão de novos perfis de viajantes, vem sendo impulsionado por soluções que combinam tecnologia, inteligência de dados e personalização.
A proposta é simples: criar modelos de negócio que tornem as viagens mais acessíveis e seguras para o público, ao mesmo tempo em que ajudam a rede hoteleira a reduzir a ociosidade. “Os assinantes dos planos podem usar as diárias adquiridas sem se preocupar com a oscilação de valores”, explicou o presidente da Abrastur, Michel Daros, durante o Meeting Festuris, em Gramado (RS).
Daros destacou que clubes de viagem e programas de assinatura têm ganhado força por unir praticidade e previsibilidade em um mercado cada vez mais dinâmico. O modelo, antes visto como voltado apenas às classes populares, hoje atende diferentes perfis. “As assinaturas são personalizadas e incluem desde hospedagens econômicas até hotéis cinco estrelas”, disse.
A inteligência de dados tem sido o ponto de virada do segmento, permitindo ajustar ofertas conforme o comportamento dos viajantes e as necessidades dos destinos. “Nosso modelo de negócios conecta o assinante que quer realizar o sonho da viagem com preços mais competitivos e a rede hoteleira que busca previsibilidade nas ocupações”, completou Daros.
De acordo com estimativas da Abrastur, o turismo social deve gerar dois milhões de diárias no país em 2025, movimentando mais de R$ 500 milhões. Para o setor, a expansão desse formato representa não apenas inclusão, mas também impacto econômico real — gerando empregos, fortalecendo o mercado e ampliando o acesso de mais brasileiros ao lazer e à descoberta.







