
O 1º encontro de competitividade do Resorts Brasil, realizada nesta terça-feira (18) em São Paulo, teve um painel sobre o cenário macro-econômico, que foi realizado em três partes.
No primeiro momento houve a explicação do cenário pelo economista do Itaú, Caio Megale, no segundo houve a previsão para o próximo ano com o jornalista, José Paulo Kupfur, e o terceiro foi um debate entre os dois palestrantes com a mediação do Guilherme Martini, presidente da Costa do Sauípe.
O mediador questionou os especialistas sobre fatores econômicos de 2015 que podem impactar no setor hoteleiro, como inflação, aumenta da energia elétrica e desemprego.
“Como o pressão inflacionária nos segmentos de alimentação, energia e o desemprego podem impactar nosso setor?”, perguntou Guilherme.
Em resposta, o economista disse que a inflação está sobre pressão e poderá cair, no entanto, em pequena proporção. “É muito bom para o setor hoteleiro o cambio depreciado, mas não muito”, explicou.
Ainda segundo ele, a negociação do salário deverá ser mais fácil. Apesar disso, existem alguns desafios para o setor que é trabalhar com quadro de profissional menor. “As empresas terão que se preparar e ficar mais eficientes”, frisou.
Em relação ao questionamento sobre o apagão, o jornalista afirmou que não deverá ter apagão, mas o custo de energia subirá. “De toda maneira, a possibilidade de apagão ajuda no baixo índice de confiança e na alta de incerteza”, ressaltou.
Para os hoteleiros, o jornalista econômico afirma que fazer o trabalho com menor quantidade de pessoas será necessário. “Trocar a mão de obra por preço mais baixo pode ser prejudicial, uma vez que alma do estabelecimento está em seus colaboradores”, finalizou.
Nathalia Marques
Foto: Eric Ribeiro







