
Os acionistas da Spirit nunca tomaram uma decisão tão difícil em suas vidas. No próximo dia 30 de junho, eles irão definir se aceitam a proposta de aquisição da Frontier Airlines ou da JetBlue. Ambas vêm ajustando suas ofertas nas últimas semanas, proporcionando mais benefícios e ganhos para os shareholders. A dúvida para saber quem leva a Spirit ainda é grande, mas se depender do Conselho de Administração, o ganhador já está definido.
Isto porque, não é de hoje que o Conselho da Spirit recomenda a fusão com a Frontier Airlines Holdings, que fez a proposta original e logo viu a JetBlue entrar no páreo. Segundo os conselheiros, a mais nova oferta da JetBlue não aborda questões regulatórias ou oferece grande valor. “O conselho acredita que uma fusão com a Frontier é o caminho mais atraente financeira e estrategicamente para os acionistas da Spirit e tem maior probabilidade de aprovação”, informou.
“O conselho acredita que uma fusão com a Frontier é o caminho mais atraente financeira e estrategicamente para os acionistas da Spirit e tem maior probabilidade de aprovação”
Hoje a Frontier já oferece quase o dobro da compensação em dinheiro por ação feita em sua proposta original. Por outro lado, embora a proposta da JetBlue seja interessante, o Conselho da Spirit acredita que o acordo certamente enfrentaria dificuldades regulatórias. Uma empresa de consultoria independente, Institutional Shareholder Services, originalmente recomendou que os acionistas votassem pela aquisição da JetBlue, mas mudou de ideia e agora apóia a fusão da Frontier.
“A última oferta da JetBlue não põe fim às preocupações de nosso Conselho de que uma fusão não receberia aprovação regulatória”, disse Ted Christie, CEO da Spirit. “Além disso, sua oferta ainda está substancialmente abaixo do valor potencial de US$ 50 por ação ou mais que esperamos como resultado de uma fusão com a Frontier. Nossa análise é de que nosso acordo de fusão com a Frontier oferece mais valor e segurança aos nossos acionistas”, completou.
Histórico
Tudo começou mesmo em fevereiro, quando o M&E anunciou que Spirit e Frontier iriam se fundir e formar a quinta maior transportadora do país. Dois meses depois, a JetBlue quis entrar na competição ao fazer uma proposta para adquirir a companhia aérea por US$ 3,6 bilhões, um valor maior do que o acordo de US$ 2,9 bilhões com a Frontier.
Em maio, o Conselho de Administração da Spirit Airlines abriu definitivamente o caminho da companhia para fusão com Frontier, ao recomendar que os acionistas votassem a favor do acordo, em reunião que aconteceria no dia 10 de junho. Por outro lado, o Conselho, por unanimidade, também decidiu que a oferta da JetBlue não seria mesmo do melhor interesse para transportadora e acionistas, recomendando o voto “não” dos acionistas.
Pois bem. O tempo passou, o dia 10 de junho chegou, a reunião não aconteceu e nada foi decidido pelos acionistas justamente por conta de uma campanha agressiva que a JetBlue faz para que a fusão de Spirit e Frontier não aconteça. Para isso, a companhia tinha dado sua cartada final ao oferecer um valor de US$ 31,50 por ação para aquisição da Spirit Airlines, o que fez com que o conselho da companhia voltasse atrás e parasse para analisar a nova oferta.







