
Aena Brasil anunciou nesta segunda-feira (7) o lançamento de seu Plano de Ação Climática, com meta de atingir a neutralidade de carbono em 2035 e o status de Net Zero até 2040 nos 17 aeroportos que administra no país. O projeto, com investimento previsto de R$ 260 milhões, já começou a ser implementado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com a adoção de ônibus elétricos. A iniciativa busca alinhar as operações da companhia às metas climáticas da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
A primeira etapa do plano inclui a substituição progressiva da frota de veículos por modelos elétricos ou híbridos, a ampliação do uso de energia renovável e a modernização da infraestrutura para melhorar a eficiência energética. Em Congonhas, os dez ônibus elétricos recém-adquiridos já reduziram em 25% as emissões da frota de combustão da Aena no Brasil, segundo a empresa.
“O Plano de Ação Climática reflete nosso compromisso com uma operação aeroportuária mais eficiente, inovadora e alinhada às melhores práticas internacionais de sustentabilidade”, afirmou Marcelo Bento, diretor de Relações Institucionais, Comunicação e ESG da Aena Brasil.
Além das medidas em São Paulo, a Aena obteve certificação ACA (Airport Carbon Accreditation) de Nível 1 nos aeroportos de Recife, Maceió, Aracaju, João Pessoa, Juazeiro do Norte e Campina Grande, reconhecimento concedido pela ACI-LAC, entidade que representa os aeroportos da América Latina e Caribe.
“Celebramos a adesão da Aena ao programa ACA, principalmente com a certificação de seis aeroportos do Nordeste, região de grande importância econômica e cultural”, disse Rafael Echevarne, diretor-geral da ACI-LAC.
O plano brasileiro está alinhado à estratégia global da Aena, que desde 2021 implementa metas de descarbonização na Espanha. No Brasil, as ações incluem ainda a instalação de usinas solares, adoção de iluminação LED, automação de sistemas e modernização de climatização para reduzir o consumo energético.
A empresa também prevê investir em estações de tratamento de efluentes e adotar mecanismos de compensação de emissões a partir de 2035, por meio da compra de créditos de carbono de projetos certificados.
Como parte da estratégia de descarbonização do setor aéreo, o plano inclui incentivos para o uso de combustíveis sustentáveis (SAF) por companhias aéreas, melhorias operacionais e maior uso de transporte público nos aeroportos. A Aena ainda pretende aumentar a reciclagem de resíduos sólidos e fortalecer ações de conscientização climática entre colaboradores e parceiros.
A operadora integra o programa Aeroportos Sustentáveis da Anac, o Pacto pela Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos e fóruns ambientais como o Conexão SAF e o Plano Clima Adaptação.







