
A Malásia anunciou nesta quarta-feira (3) que retomará as buscas pelo voo MH370, da Malaysia Airlines, desaparecido há quase 11 anos com 239 pessoas a bordo. A nova operação será conduzida pela empresa Ocean Infinity e representa mais um capítulo na investigação de um dos maiores mistérios da aviação moderna.
O Boeing 777 desapareceu em 30 de dezembro de 2014, durante a rota entre Kuala Lumpur e Pequim. Diversas operações internacionais foram realizadas ao longo da década, todas sem sucesso. A mais recente, no sul do Oceano Índico, foi suspensa em abril após poucas semanas devido ao mau tempo.
A Ocean Infinity confirmou que voltará ao fundo do mar por um período de 55 dias, em operações intermitentes. Segundo o Ministério dos Transportes da Malásia, a busca ocorrerá em uma área considerada a de “maior probabilidade” de localizar a aeronave. A localização exata não foi revelada. Caso sejam encontrados destroços substanciais, o governo pagará à empresa US$ 70 milhões.
Detritos atribuídos ao MH370 já foram encontrados ao longo da costa da África e em ilhas do Índico, mas nunca houve confirmação da fuselagem. Investigações anteriores chegaram a considerar a hipótese de desvio deliberado da rota, mas o relatório oficial de 2018 não apontou responsáveis e afirmou que uma conclusão dependia da localização dos destroços.
Entre os passageiros, estavam mais de 150 chineses, além de malaios, franceses, australianos, indianos, indonésios, ucranianos, canadenses e norte-americanos. Ao longo dos anos, familiares processaram a Malaysia Airlines, a Boeing, a Rolls-Royce e seguradoras em busca de indenizações.
A retomada das buscas reacende a esperança de respostas para um caso que, desde 2014, intriga governos, especialistas e familiares.







