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Nova tecnologia da TSA agiliza triagem de bagagens de mão e reduz revistas físicas nas cidades-sede do torneio mundial (Divulgação/American Airlines)

O torcedor brasileiro que planeja desembarcar nos Estados Unidos (EUA) para acompanhar os jogos da Copa do Mundo de 2026 passará por um processo de inspeção atualizado nos aeroportos americanos. A TSA (Transportation Security Administration), agência responsável pela segurança dos transportes no país, confirmou que vai implantar uma nova tecnologia de triagem, chamada Bulk Alarm Resolution, nos terminais das principais cidades-sede do torneio para gerenciar o fluxo de passageiros internacionais.

A medida visa acelerar a liberação de bagagens de mão e passageiros, diminuindo o tempo de espera nas filas de segurança —um dos principais gargalos para quem realiza conexões internas nos Estados Unidos. A tecnologia utiliza algoritmos avançados para identificar com precisão objetos suspeitos no interior das malas, permitindo resolver alarmes de segurança de forma digital e direta, sem a necessidade imediata de abertura da bagagem para revista manual.

O investimento e o cronograma de instalação foram planejados para cobrir os aeroportos que receberão o maior volume de torcedores estrangeiros. Para os brasileiros que compraram ingressos para partidas em hubs de grande movimentação, como Miami, Orlando, Nova York, Los Angeles e Atlanta, o novo sistema estará em operação plena nas áreas de desembarque e conexão doméstica antes do início do torneio, no dia 11 de junho.

A otimização dos processos de vistoria também tem como objetivo reduzir o estresse de viagem decorrente de voos lotados durante o período da competição. Com a triagem automatizada, os agentes de segurança conseguem focar os esforços nas ameaças reais, diminuindo o índice de falsos alarmes causados por itens cotidianos de vestuário, eletrônicos ou recordações de viagem que costumam travar as esteiras de raio-X convencionais.

Logística e planejamento para conexões internas

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Companhias recomendam conexão mínima de 3 horas em aeroportos dos EUA durante os jogos (Freepik/onlyyouqj)

Para o público do Brasil, a mudança impacta diretamente o planejamento do tempo de conexão entre os voos internacionais e os trechos domésticos. As regras de imigração dos Estados Unidos exigem que o passageiro retire as malas despachadas no primeiro ponto de entrada no país, passe pela alfândega e reinsira as bagagens no sistema da companhia aérea, passando novamente pela segurança do terminal para acessar o portão do próximo voo.

Com a nova tecnologia da TSA operando nas cidades-sede, a expectativa das autoridades aeroportuárias é que o trâmite de reembarque seja acelerado. Apesar da promessa de maior agilidade, as companhias aéreas e consultorias de viagem recomendam que os torcedores mantenham uma margem mínima de três horas de conexão nos aeroportos dos Estados Unidos durante os dias de jogos, devido ao volume sem precedentes de passageiros circulando simultaneamente.

A TSA reforça que os procedimentos padrão de segurança em relação ao transporte de líquidos na bagagem de mão (limite de frascos de até 100 ml acondicionados em embalagem plástica transparente) e a proibição de itens cortantes permanecem inalterados. O novo sistema atua na leitura e decodificação das imagens geradas pelo escâner, e não na flexibilização das regras alfandegárias ou de segurança de aviação vigentes no país.

Os passageiros podem acompanhar o status de ocupação e o tempo estimado de espera nos canais digitais e aplicativos oficiais dos respectivos aeroportos americanos. A integração tecnológica faz parte de um pacote de mobilidade urbana e aeroportuária desenhado pelo governo dos Estados Unidos em parceria com a Fifa para garantir a segurança e o deslocamento eficiente dos torcedores.