
A CVC Corp concluiu o reperfilamento de R$ 370 milhões em dívida, com adesão de aproximadamente 86% do saldo em circulação das 4ª e 5ª emissões de debêntures. A operação reduz o custo dos títulos renegociados, alonga os principais vencimentos e deverá diminuir em cerca de R$ 110 milhões a saída de caixa da companhia nos próximos 12 meses.
O volume renegociado corresponde a cerca de 2,5 vezes o montante mínimo de R$ 150 milhões estabelecido para a operação. Com o novo cronograma, deixam de existir, para a parcela renegociada, as amortizações previstas para outubro de 2026 e abril de 2027.
Na prática, a CVC estima uma redução de aproximadamente R$ 30 milhões em desembolsos em outubro deste ano e outros R$ 80 milhões em abril de 2027. A primeira amortização de principal da nova emissão ocorrerá em setembro de 2027, enquanto o vencimento final foi estabelecido para setembro de 2029.
Custo da dívida também diminui
Além do alongamento dos prazos, a operação reduz a remuneração da dívida. A nova emissão terá custo de CDI + 3,90% ao ano, ante CDI + 4,50% nas emissões anteriores, uma redução de 0,60 ponto percentual.
A operação também prevê uma amortização extraordinária de aproximadamente R$ 55,5 milhões em principal, equivalente a 15% do valor total da nova emissão, acrescida da remuneração proporcional. A medida contribui para reduzir imediatamente a dívida bruta da companhia.
“A adesão de aproximadamente 85% demonstra a confiança dos investidores na CVC Corp e no trabalho que estamos realizando. Além de reduzirmos o custo da dívida e alongarmos os vencimentos, teremos uma saída de caixa bem menor nos próximos 12 meses”, afirmou Felipe Gomes, vice-presidente de Finanças, Jurídico, Planejamento e RM da CVC Corp.
Segundo o executivo, o novo perfil financeiro dará maior flexibilidade para a companhia seguir com seu plano de negócios e o processo de transformação em andamento.
Troca de dívida sem novo endividamento
A operação foi estruturada por meio da troca das debêntures existentes por uma nova emissão, sem criação de novo endividamento. Com isso, a companhia reorganiza seu passivo financeiro, reduz os desembolsos previstos no curto prazo e amplia a previsibilidade sobre os compromissos futuros.







