
Empresas brasileiras pagaram, em média, R$ 1.080,42 a mais por passagem aérea corporativa ao deixar a compra para os últimos dias antes da viagem, em comparação com bilhetes emitidos com aproximadamente 42 dias de antecedência. No terceiro trimestre de 2026, a diferença entre os dois cenários ultrapassou 100%, segundo dados do Paytrack Index.
O levantamento aponta que as passagens compradas, em média, 5,6 dias antes do embarque custaram R$ 2.063,12. Já nas emissões realizadas com 41,9 dias de antecedência, o gasto médio foi de R$ 982,70. No cenário intermediário, com aquisição 15,4 dias antes da viagem, o valor chegou a R$ 1.410,46.
Os números mostram como o planejamento das viagens corporativas pode influenciar diretamente os custos das empresas. A diferença entre comprar com pouco mais de cinco dias de antecedência e realizar a emissão cerca de seis semanas antes representa um aumento de aproximadamente 110% no preço médio da passagem.
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Passagens aéreas corporativas ficam mais caras perto da data do embarque
A dinâmica das viagens a trabalho ajuda a explicar por que as empresas acabam pagando mais caro por passagens emitidas perto da data do embarque. Diferentemente do turista de lazer, que geralmente pode adaptar o roteiro ou adiar a viagem diante de tarifas elevadas, o funcionário muitas vezes precisa cumprir compromissos profissionais em datas determinadas.
“Enquanto o viajante de lazer tende a evitar tarifas muito elevadas, a empresa muitas vezes precisa realizar o deslocamento independentemente do preço. Em determinadas situações, surge, por exemplo, a necessidade de um funcionário se deslocar para uma filial no dia seguinte. Essa característica ajuda a explicar a maior pressão sobre as passagens compradas com pouca antecedência”, afirma Pedro Góes, CEO da Paytrack.
O Paytrack Index acompanha os gastos com viagens corporativas e reúne dados atualizados trimestralmente. O levantamento permite observar a relação entre o momento da compra e os valores desembolsados pelas empresas, evidenciando o impacto que decisões de última hora podem ter nos orçamentos de deslocamento.
Com informações de Veja Negócios







