
Ao apresentar oficialmente a Abear – Associação Brasileira das Empresas Aéreas – o presidente do Conselho Deliberativo da entidade, José Mario Caprioli, explicou como funcionará a votação entre as companhias que a integram. “Por consenso. Só vamos levar um assunto adianta se existir consenso. Não existe outra possibilidade. São votos unitários, independente do share de mercado”, esclareceu.
Segundo ele, os temas de interesse comuns às empresas associadas serão consolidados pela Abear e levados a debates junto aos respectivos atores do governo, entidades e consumidores. “Estaremos atentos a várias questões e algumas delas já estão na nossa pauta, como os preços de combustíveis, a alíquota de ICMS e encargos sobre folha (INSS)”, ressatou.
Ele justificou ainda a necessidade de criação da Abear. “O Snea cuida das ações sindicais. Havia a demanda por outro tipo de representação. Com a associação podemos focar na nossa vocação, que é o diálogo, a interlocução, e ainda realizar eventos, reuniões e divulgar o que vem sendo feito”, comparou. Para ele, o setor aéreo sofreu muito com a opinião pública “O consumidor vem enxergando nas aéreas, todo o ônus”, lamentou Caprioli.
A criação da entidade se deu a partir de um estudo da Fundação Dom Cabral, a pedido do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), em 2011, que identificou a necessidade de uma reorganização da forma como as companhias aéreas dialogam com os diversos públicos, tal qual outros setores, em um momento em que o total de usuários de avião já supera o de transporte rodoviário. A partir de agora, a Abear tratará das questões institucionais e das relacionadas à segurança e operação de voo do setor aéreo, e o Snea passa a se dedicar exclusivamente aos temas trabalhistas e jurídicos.
Natália Strucchi, de Brasília







