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55º Festival Folclórico de Parintins emociona público pela grandiosidade

Juntos, os bumbás levam 3,5 mil integrantes para a arena. Foto: Michael Dantas/Cultura e Economia Criativa

Juntos, os bumbás levam 3,5 mil integrantes para a arena (Michael Dantas/Cultura e Economia Criativa)

PARINTINS – Emoção, paixão, ritos e diversidade. A 55ª edição do Festival Folclórico de Parintins voltou a emocionar as torcidas dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido no primeiro dia de três apresentações, aberta na noite da última sexta-feira (24/06) e madrugada de sábado (25), no Centro Cultural – Bumbódromo, onde mais de 25 mil pessoas acompanharam o retorno do evento depois de dois anos de pandemia.

A saudade terminou. Esta edição do mais grandioso festival folclórico da Amazônia promete ser a maior de todos os tempos. Pelo menos assim acreditam o governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e ambas as direções do Garantido e Caprichoso, que deixaram essa impressão tão logo adentraram à arena. A expectativa até o encerramento do festival, no domingo, é levar 80 mil turistas, brincantes e torcedores/participantes a um dos maiores espetáculos de arte em arena aberta do Brasil

A Ilha Tupinambarana, ou Encantada, como é mais conhecida em Parintins, resgatou o rufar do tambor, as lendas amazônicas e o grito pedindo pela natureza nos enredos “Amazônia do povo vermelho” e “Amazônia nossa luta em poesia”, encenados, respectivamente, pelos bois Garantido e Caprichoso.

A noite de abertura encantou o público que esteve presente no Bumbódromo e turistas e moradores de Parintins, principalmente, que acompanharam pela televisão desde suas casas ou em barracas de bebidas e comidas nas ruas da cidade, a evolução das toadas ao som das ritmadas batucada, do boi Garantido, e da marujada, do Caprichoso.

Cerca de 80 mil visitantes devem passar pela ilha durante o festival e movimentar a economia local. Michael Dantas/Cultura e Economia Criativa

Cerca de 80 mil visitantes devem passar pela ilha durante o festival. Foto: Michael Dantas/Cultura e Economia Criativa (Michael Dantas/Cultura e Economia Criativa)

ENTENDA A LENDA – Na festa de Parintins, dois bois encenam a lenda de Mãe Catirina, uma mulher grávida que foi tomada por um súbito desejo de comer língua de boi. Pai Francisco, seu esposo, sacrifica então o boi favorito do patrão para atendê-la. Este, quando descobre, ameaça matar o empregado. Quem teria salvado Pai Francisco da morte foi o Pajé, que ressuscitou o boi antes da execução do homem. O boi Garantido encenou a história pela primeira vez em 1913. Em 1922, surgiu outro grupo, o boi Galante — como era chamado o Caprichoso à época.

O Garantido abriu a noite de sexta, encerra a noite de sábado (25) e abre a última noite do festival no domingo (26), homenageando, inclusive, aqueles que lutaram pela Amazônia ao longo dos anos. Inovação e estudo são as bases do espetáculo deste ano, como explicou a associação folclórica.

De acordo com o presidente do bumbá, Antônio Andrade, o Garantido entra com 120 módulos de alegoria e cerca de dois mil brincantes para contar a luta de quem defende a Amazônia. “Estamos com um corpo cênico muito grande. Vamos trazer a história de tantas pessoas que lutaram por isso, alguns que derramaram seu sangue. Esperamos que o mundo ouça o nosso grito e que a defesa da Amazônia seja o objetivo de todo mundo”, disse o presidente.

Mais de três mil funcionários são envolvidos em cada noite do festival. Foto: Michael Dantas/Cultura e Economia Criativa

Após dois anos, as arquibancadas voltaram a ficar lotadas (Michael Dantas/Cultura e Economia Criativa)

O bumbá Caprichoso foi o segundo a se apresentar na sexta, abre a noite de sábado (25) e encerra o Festival no domingo (26). O bumbá azulado no primeiro dia foi até as alturas para trazer o título. Ao todo, 1,5 mil brincantes integraram a apresentação que coloca na arena inovações e tecnologia para contar sobre a importância dos povos originários na proteção da Amazônia. O grande ápice do boi azul foi, sem dúvida, o guindaste de 500 toneladas, à altura do maior festival de todos os tempos.

“O Festival de Parintins tem uma importância muito grande. Só quem é daqui sabe a importância que esse Festival tem. Vamos botar na arena o maior show que o boi já produziu. Estamos preparados para resgatar o título”, pontuou o presidente do Caprichoso, Jender Lobato.

Números

Mais de três mil funcionários são envolvidos em cada noite do festival. Juntos, os bumbás levarão 3,5 mil integrantes para a arena. Somente integrantes da comunidade parintinense conta com seis mil ingressos gratuitos para assistir, torcer e se envolver na busca pelo título de melhor torcida, como são avaliados os torcedores na arena que interagem com o canto e evolução das toadas.

O governo do Amazonas, após um intervalo de dois anos sem o festival, destinou o patrocínio recorde de R$ 10 milhões, divididos igualmente entre as agremiações. Além disso, investiu R$ 5,7 milhões para a reforma da maior casa do folclore parintinense, o Bumbódromo. Cerca de 80 mil visitantes devem passar pela ilha durante o festival e movimentar a economia local.

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