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Blogs / Turismo Digital

20 anos de Google, 20 anos de impacto no turismo

O Google completou 20 anos este mês e quase não conseguimos lembrar da vida sem ele, tamanha nossa ligação com essa gigante do mundo digital.A empresa fundada em 1998 por Larry Page e Sergey Brin tinha como missão “organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil”. A partir daí, muitas plataformas, ferramentas e serviços foram criados, impactando praticamente todos os setores da economia, inclusive o turismo.

O Google tornou-se um aliado indispensável no nosso dia a dia. Para buscas “bobas”, como lembrar o nome de um filme, achar uma receita, um presente, um endereço ou o telefone do médico, e também para acesso a dados mais complexos, que nos auxiliam na tomada de decisões estratégicas nas organizações.

A gigante mundial desenvolveu diversas ferramentas que impactam diretamente na indústria de viagens. A própria ferramenta de busca, usada principalmente a partir do celular, deixou o viajante muito mais informado, exigente e empoderado. Dispor de tantas informações literalmente na palma da mão revoluciona o consumo e, consequentemente, a forma de vender bilhetes, hospedagem, refeições, passeios e etc. Em 2017, foram realizadas 1 bilhão de buscas no Google sobre turismo no Brasil. Os resultados que cada consumidor encontra, como informações sobre destinos e serviços turísticos, certamente transformam suas escolhas.

No final dos anos 1990, quando o Google foi criado, já existiam algumas agências online, mas o modelo de distribuição na cadeia do turismo seguia o clássico: de fornecedores (companhias aéreas, consolidadoras, operadoras, hotéis, etc.) ao cliente, passando por agências de viagens físicas.

De lá pra cá muita, coisa mudou e o Google cresceu em importância para o consumidor e tornou-se também um player do turismo. Google Flights e Google Hotelssão ferramentas que interferem diretamente na distribuição de bilhetes aéreos e hospedagem. Mas não a ponto de atrapalhar os negócios dos grandes players. Afinal, a gigantesca receita gerada pelos anúncios de empresas como Booking, Expedia,Kayak, Decolar, Skyscanner, Trivago e muitos outros, é muito expressiva para a empresa.

Além da facilidade de encontrar os serviços, facilitar o planejamento e direcionar o internauta para reserva e compra, o Google ainda dispõe de ferramentas que facilitam e melhoram nossas viagens. O Google Tradutor ajuda a “digerir” cardápios e o Google Maps mostra os melhores caminhos e tempo de percurso, até nas cidades que conhecemos como a palma da nossa mão.

Já o GoogleTrips é um aplicativo incrível que ajuda demais no planejamento e na própria experiência da viagem. O app, que funciona também offline, lista os atrativos turísticos, bares e restaurantes. O usuário escolhe o que ver e fazer e em questão de segundos, traça a rotas, informa sobre o tempo médio que os turistas costumam ficar em cada atração (olha o Big Data aí). Também disponibiliza informações sobre transporte e dicas úteis. Conclusão: muito bacana para quem usa e também para quem disponibiliza os serviços, já que cada atração, cada empreendimento vem com as informações do Google Meu Negócio (site, endereço, horário de funcionamento e avaliação de outros consumidores). Portanto, mais um excelente canal de distribuição de serviços turísticos.

Impressionante é como todas as informações alimentam o famoso Big Data. A gigantesca massa de dados que geramos com as diversas buscas e compras que fazemos, retroalimentam todas essas plataformas. Exemplo: se compro um bilhete aéreo para Salvador utilizando um gmail, ao abrir o Google Trips, o app me oferece de cara informações sobre este destino.

Da mesma forma, se você busca um determinado hotel no Google Maps, encontrará informações (preço e localização) dessa empresa, bem como de seus concorrentes. Está tudo sincronizado. Assim, à medida que avançamos no universo da tecnologia, que propicia o crescimento dos negócios e facilita a vida das pessoas, deixamos rastros, que são matérias primas valiosíssimas para as empresas que sabem bem como utilizá-los.

Mas fala a verdade: dá para fazer uma viagem sem o Google?