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Agências e Operadoras

“2022 será o melhor ano da Expedia na América Latina”, afirma VP do Grupo Expedia

Freddy Dominguez, VP da LATAM & Caribe na Expedia Group falou sobre os planos do grupo para o mercado LATAM e para o Brasil em 2022.

Freddy Dominguez, VP da LATAM & Caribe na Expedia Group falou sobre os planos do grupo para o mercado LATAM e para o Brasil em 2022

LAS VEGAS –  A Expedia está lançando neste ano uma série de inovações tecnológicas e operacionais que pretendem melhorar a experiência dos viajantes e fornecedores. E um dos focos do maior grupo de vendas de turismo do mundo é aumentar a sua presença no mercado Latam. Para 2022, a Expedia pretende ter o seu melhor ano na América Latina.

Em entrevista exclusiva ao M&E – que participou da Explore 22, convenção anual da Expedia Group em Las Vegas, o vice-presidente do Grupo Expedia para América Latina e Caribe, Freddy Dominguez, falou sobre a importância do mercado latino americano, o que significam estas inovação para estes destinos e a presença do grupo no Brasil.

“Operamos neste mercado desde 2005 e esperamos ter nosso melhor ano em 2022 na América Latina. A Expedia é uma companhia americana e o primeiro lugar que iniciamos operações depois do EUA foi no México, então temos trabalhado neste mercado há um tempo. E após todos estes anos, a aposta é que 2022 seja o nosso melhor ano de todos os tempos”, explicou Freddy Dominguez, vice-presidente do Grupo Expedia.

“A aposta é que 2022 seja o nosso melhor ano de todos os tempos”

De acordo com o VP, o mercado latino-americano é importante para a Expedia e a Expedia é importante para o mercado Latam. “Nos países do Caribe, nós temos uma presença muito forte em todas nossas marcas, mas conforme vamos indo ao Sul, perdemos um pouco deste protagonismo e a principal razão disso é que nosso mercado em destaque é os EUA. Não é um problema exclusivamente de reconhecimento de marca, mas da experiência que o sulamericano tem que viver para chegar aos Estados Unidos. A América do Sul não é muito bem conectado aos EUA. Nós não temos companhias aéreas locais o suficiente e não temos produtos acessíveis para as pessoas de lá”.

Freddy ainda completou que o que se tem visto no Brasil, na Colômbia e no Chile principalmente, é que a indústria turística destes destinos é majoritariamente doméstica e é difícil se inserir nestes espaços, pois há uma competição muito interessante com as empresas turísticas locais.

“Escolhemos, em relação ao mercado Latam, ganhar o que podemos e onde podemos – como temos tido muito sucesso na américa do norte, e nas outras partes, continuaremos mantendo o fornecimento, mas reconhecemos que vão ter lugares que nossas marcas não serão tão fortes e a estratégia mais inteligente será realizar parcerias com as empresas locais”, afirmou Dominguez.

O executivo acredita que o mercado Latam é dividido em duas eras: pré covid e pós covid. “Antes da Covid, os destinos asiáticos comandavam largamente o crescimento no turismo. Em 2021, o segundo país mais visitado do mundo foi o México, que antes não protagonizava nem entre os cinco principais destinos do mundo. E acredito que parte disso deve permanecer. As pessoas descobriram este destino pela primeira vez – principalmente para os norte americanos e eles amaram. Acredito que o mercado Latam dividirá esta distribuição no crescimento do turismo em resultado da pandemia”.

Dados da Expedia apontam que cerca de 80% das pessoas estão planejando sua próxima viagem com foco no turismo de experiência, de relaxamento, de conexão. “Isso não é uma surpresa, após quase três anos trancados em casa, as pessoas não querem mais viajar para explorar e descobrir museus em Berlim – sem ofensas aos mercado europeu – mas as pessoas querem ir para destinos de relaxamento e a América Latina tem um prato cheio neste segmento. Acredito que iremos performar bem neste futuro”, analisou Freddy.

Planos para expandir a presença no Brasil

Apesar de ser o maior grupo de turismo e viagens do mundo, a Expedia possui uma presença ainda ‘debilitada’ no País. Com muito potencial, a força do grupo acaba sendo mitigada pelo fato das pessoas não associarem as marca ao grupo.

Além disso, em janeiro deste ano, a Expedia TAAP (Expedia Travel Agent Affiliate Program) parou de aceitar pagamentos em reais para reservas internacionais. Segundo Freddy “isso não está ajudando, mas foi algo que tivemos que fazer e que não gostamos. Historicamente, nossos negócios no Brasil tem sido mais domésticos, então esta decisão não nos impactou tão agressivamente e a principal razão pela qual tivemos que fazer isso é por conta do IRRF”, ressaltou.

Questionado pelo M&E sobre planos para aumentar a presença no País e fortalecer o reconhecimento das marcas, Freddy respondeu que acredita que o trabalho será feito em duas partes: com a unificação do programa de fidelidade e apostando em parcerias com empresas que já possuem protagonismo no Brasil e pretendem se aventurar no segmento turístico.

“Tem todo este problema do nosso guarda-chuva de marcas. Colocamos esforços em fazer Hoteis.com, por exemplo, em uma marca forte mas não conectamos com toda a cadeia de nossas marcas. Estamos começando a fazer isso com o programa de fidelidade, que irá unificar estas marcas”, afirmou.

“Um dos motivos pelos quais Hotels.com é tão forte no Brasil, é por conta do seu programa de fidelidade atual. É fácil de entender. 10 noites, a 11 é grátis. Temos uma boa presença com esta marca no Brasil, mas não somos tão fortes como Expedia no Brasil. Agora imagine um programa de fidelidade único com todas nossas marcas, de maneira simples e onde o viajante pode trocar pontos ganhados na Hoteis.com por pontos em passagens na Expedia. Isso nos ajuda”, explicou Dominguez.

Outra estratégia da empresa são alianças estratégicas com empresas que desejam se inserir no mercado de turismo.

“No Brasil, existem várias empresas locais de market place que são interessantes e que não vendem ainda no segmento de viagens, estou falando da Rappi, da Uber Eats, do Ifood. Todas essas plataformas estão eventualmente buscando maneiras de entrar no turismo e quando fizerem, vão precisar de parceiros já consolidados. Eles não vão atrás de criar um inventário que gastamos 25 anos para construir. Em tese, com o nosso open tech – anunciado durante a convenção – conseguiremos parcerias e acordos de afiliação para que as pessoas consigam consumir viagens através de suas marcas favoritas e já fidelizadas e nós sermos a plataforma que dá forças e impulsiona isso”, finalizou.

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