
Pelo menos 100 pessoas foram vítimas de um suposto golpe praticado por uma rede de agências de turismo do interior de São Paulo. As denúncias envolvem a Campinas Ecoturismo e outras unidades do Grupo Ecoturismo, que teriam vendido pacotes nacionais e internacionais, cancelado as viagens sem aviso prévio e não realizado reembolsos. Segundo as vítimas, o prejuízo total ultrapassa R$ 500 mil.
As filiais denunciadas são:
- Campinas Ecoturismo
- São José dos Campos Ecoturismo
- Sorocaba Ecoturismo
- São Paulo Ecoturismo
- Santos Ecoturismo
De acordo com relatos, todas pertencem ao mesmo proprietário: Gustavo Henrique Martins Espósito, que estaria desaparecido e teria se mudado para Portugal levando o dinheiro dos clientes. Apesar das denúncias, as empresas continuam anunciando novas viagens pela internet.
A reportagem do G1 de Campinas tentou contato com as agências, mas não obteve resposta. No endereço registrado pela Campinas Ecoturismo, localizado em um prédio residencial na Vila Industrial, moradores confirmaram que Gustavo não vive mais no local.
Pacotes cancelados e suspeita de estelionato
Os destinos vendidos pelas agências incluíam Chapada Diamantina, Peru, Colômbia e até Europa. Em muitos casos, os clientes relataram que receberam confirmações de reserva e chegaram a participar de grupos de viagem, mas foram surpreendidos pouco antes do embarque com cancelamentos inesperados. Nenhum reembolso foi feito.
O preço muito abaixo do mercado chamou a atenção de algumas vítimas. “Era barato demais, mas como as duas primeiras viagens deram certo, achei que era seguro”, contou Eniale Rocha, uma das denunciantes, ao G1.
Empresas negam vínculo
Após a repercussão, outras unidades com nome similar emitiram comunicado para se desvincular do caso. Em nota, Montes Claros Ecoturismo e Ribeirão Preto Ecoturismo afirmaram que:
- São empresas juridicamente independentes
- Não possuem ligação societária com Gustavo Espósito
- Não têm responsabilidade sobre os golpes denunciados
Caso será investigado
As denúncias foram registradas no Procon e na Polícia Civil, que devem investigar o caso como possível crime de estelionato. Grupos de vítimas organizam denúncias coletivas pelas redes sociais para tentar recuperar os valores pagos.
Com informações do G1







