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Agências e Operadoras / Turismo em Dados

60% das operadoras realizaram vendas em maio, diz Braztoa

Roberto Nedelciu, presidente da Braztoa

Roberto Nedelciu, presidente da Braztoa

Um levantamento feito pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) revelou que a maior parte (60%) das associadas realizou vendas em maio, sempre para embarques futuros, o que mostra uma recuperação de 14% em relação ao total de operadoras que comercializaram viagens em abril (46%). Entre os fatores que podem ter contribuído para este ligeiro aumento, estão os protocolos de segurança e saúde anunciados.

Dessas vendas, 80% das empresas teve a maior parte do seu faturamento em viagens para destinos nacionais, o que confirma a tendência de que as vendas do turismo doméstico serão mais beneficiadas em 2020. Referente às datas de embarque, para quase 30% das empresas, a maior parte das vendas foi para viagens marcadas para o segundo semestre desse ano. Já para pouco mais de metade das empresas, a maior parte das vendas (entre 51 e 100%) se concentrou em embarques para 2021.

Dessas vendas, 80% das empresas teve a maior parte do seu faturamento em viagens para destinos nacionais, o que confirma a tendência de que as vendas do turismo doméstico serão mais beneficiadas em 2020

Apesar do pequeno aumento de comercializações, o faturamento registrado no mês de maio teve uma redução entre 75 e 90% em relação ao mesmo período de 2019, segundo 91% das empresas, o que representa uma perda de R$ 900 milhões a R$ 1,08 bilhões em vendas. A expressiva maioria (85%) apresenta expectativas de redução de faturamento acima de 50% para 2020. É predominante (54%) a espera de redução de faturamento entre 51% e 75%, ou seja: de R$ 7,65 bi a R$ 11,25 bi.

Entre os pedidos de cancelamento, que fizeram parte do cotidiano de 91% das empresas consultadas, uma mudança chama a atenção e indica o início de uma estabilização: a diminuição dos pedidos de cancelamento foi apontada por mais empresas (28%) do que o aumento dessas solicitações (22%). Exatos 50% mantiveram essa demanda nos mesmos patamares de abril. As operadoras estimam que os reembolsos praticados até o momento estão na média de meio bilhão de reais.

Linhas de crédito para conter a crise

A dificuldade de acesso às linhas de crédito com condições especiais tem sido um agravante para o setor de turismo. 42% das operadoras de turismo não pretendem buscar crédito junto a instituições financeiras. 29% solicitou e está aguardando resposta e 16% pretende buscar. Entretanto, menos de 2% das empresas obtiveram os recursos financeiros solicitados.

Retomada das viagens

A maioria das empresas (73%) espera que a retomada na comercialização de viagens nacionais para embarques futuros ocorra entre agosto e dezembro de 2020, enquanto 17% apontam para 2021, o que mostra uma leve melhora da expectativa de retomada ainda para este ano. Já em relação às viagens internacionais, 58% indica o segundo semestre e 38% apontam 2021.

Outro destaque são os ajustes e implementação de novas rotas de atuação e operação por parte das empresas. Antes da pandemia, 100% dos operadores atuavam com emissivo internacional e 80% com emissivo nacional (dessas, 41% tinham o nacional como atuação principal). Se, por um lado, 31% optou por reduzir ou suspender momentaneamente sua operação internacional, por outro, quase metade (45%) apontou para o fortalecimento e foco na operação do nacional. Já 15% indicou que está iniciando sua atuação/operação focada no Brasil.

Segundo a Braztoa, os números continuam indicando que os consumidores tendem a buscar primeiramente as viagens nacionais, que dão maior segurança sanitária, e a retomada do turismo internacional será mais lenta

Segundo a Braztoa, os números continuam indicando que os consumidores tendem a buscar primeiramente as viagens nacionais, que dão maior segurança sanitária, e a retomada do turismo internacional será mais lenta, conforme ocorrerem as aberturas de fronteiras, houver mais estabilidade cambial e protocolos globais para garantir a segurança dos viajantes.

“Acreditamos que, a partir do momento em que a sensação de viagem segura se tornar uma realidade palpável e nítida, as pessoas começarão a retomar seus planos de conhecer diversas partes do Brasil e do mundo e, neste cenário, o papel de consultoria especializada das operadoras será ainda mais essencial”, completa Roberto Haro Nedelciu, presidente da Braztoa.

Esta é a terceira pesquisa em parceria com o Laboratório de Estudos em Sustentabilidade e Turismo da Universidade de Brasília (LETS/UnB), que revelou a evolução dos impactos da pandemia do Covid-19 no negócio das operadoras de turismo e dados desta vez referentes ao mês de maio.

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