Azul
Resultados reforçam força do modelo de negócios e da disciplina na execução do plano estratégico da Azul (Divulgação/Azul)

A Azul anunciou seus resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25), que chegaram a R$ 2,1 bilhões no quesito operacional e de Ebitda. Os números refletem um trimestre de alta demanda, eficiência crescente e forte contribuição das unidades de negócio no fechamento do último trimestre, período em que a companhia já se encontrava na fase final de seu processo bem-sucedido de reestruturação sob o Chapter 11 nos Estados Unidos.

A receita operacional da companhia chegou a R$ 5,8 bilhões, crescimento de 4,6% em relação ao mesmo período de 2024 e o maior valor já registrado pela Companhia para um quarto trimestre. O Ebitda totalizou R$ 2,1 bilhões, com expansão de 9,6% ano contra ano e margem de 36,9%, o melhor resultado da história da Azul. O resultado operacional também alcançou marca recorde, atingindo R$ 1,42 bilhão, com margem de 24,5%, impulsionado também por ajustes de malha que elevaram a eficiência e a rentabilidade.

“Encerramos 2025 com resultados excepcionais e com uma Azul pronta para um novo momento da sua história. Mesmo passando pela fase final de um processo complexo de reestruturação, entregamos recordes importantes, que reforçam a força do nosso modelo de negócios, a resiliência da companhia, o compromisso dos nossos Tripulantes e a nossa capacidade de execução”, afirmou John Rodgerson, CEO da Azul.

Leia também: Ação da Azul passa por grupamento e vira AZUL3 na Bolsa; entenda a mudança
Azul pode estar negociando patrocínio da Seleção Brasileira e deve estampar marca até 2031

Operações internacionais da Azul

A Azul transportou cerca de 8 milhões de passageiros no trimestre. O RPK cresceu 2,1%, com o aumento de 1,1% na capacidade (ASK) e a ocupação com recorde de 85%, reforçando a qualidade da demanda. As operações internacionais continuaram como um dos principais motores de crescimento, com expansão de 11,8% na capacidade e ocupação de 89,2%.

Em todo o ano de 2025, a Companhia bateu seu recorde histórico de Clientes, com 31,73 milhões de passageiros, em voos domésticos e internacionais, um aumento de aproximadamente 4% em relação a 2024, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Unidades de negócios

As unidades Azul Cargo, Azul Viagens e Azul Fidelidade tiveram novamente contribuição relevante para o trimestre, com crescimento de dois dígitos ano contra ano e participação de 21% do RASK total. A Azul Cargo registrou avanço de 24% na receita doméstica, apoiada pela expansão de capacidade e maior eficiência operacional. Já Azul Viagens e Azul Fidelidade continuaram fortalecendo a diversificação e a resiliência do negócio, ampliando margens e trazendo receita incremental.

Disciplina de custos e produtividade em alta

O CASK apresentou aumento controlado de apenas 0,6%, mesmo diante da inflação de 4,3% no período, do crescimento das operações internacionais e do aumento no número de processos judiciais envolvendo casos ocorridos predominantemente em 2024, um desafio que afeta todo o setor aéreo no Brasil. O trimestre também registrou avanços expressivos em produtividade: ASKs por FTE aumentaram 5,7% e o consumo de combustível por ASK reduziu 1,3%, refletindo o impacto positivo da renovação e padronização da frota.

Liquidez robusta e etapa final da reestruturação concluída

A Azul encerrou o ano com R$ 3,7 bilhões em liquidez imediata, alta de 22% em relação ao 4T24. Já no início de 2026, a companhia concluiu com sucesso seu processo de Chapter 11 nos EUA, fortalecendo significativamente sua estrutura de capital, com:

  • Redução de US$ 1,1 bilhão em dívidas financeiras
  • Redução de quase 40% das obrigações de arrendamento
  • Queda de mais de 50% no pagamento anual de juros
  • Redução de cerca de um terço das despesas recorrentes de leasing
  • Emissão de US$ 1,375 bilhão em Senior Notes, com demanda 7 vezes superior ao ofertado
  • US$ 950 milhões em compromissos de equity
  • Alavancagem final inferior a 2,5x, garantindo maior previsibilidade e sustentabilidade no longo prazo

“O sucesso do Chapter 11, concluído em poucas semanas após o fechamento deste trimestre, foi possível porque entramos no processo já com o apoio dos nossos principais parceiros e porque continuamos operando com segurança, disciplina, foco e alta performance. Com uma estrutura de capital mais leve, uma rede única no Brasil e unidades de negócio que seguem crescendo de forma acelerada, entramos em 2026 mais preparados do que nunca para capturar oportunidades e seguir liderando o setor aéreo brasileiro”, completou Rodgerson.