
O Procon de São Paulo quer que a Latam explique a polêmica dos chamados “banheiros premium”, sanitários localizados na parte dianteira de alguns aviões e restritos a passageiros que compraram bilhetes da cabine Premium Economy. A empresa recebeu prazo de dez dias para apresentar justificativas técnicas e operacionais sobre o modelo, além de detalhes de como o serviço é comunicado ao consumidor.
Segundo o site da companhia, a Premium Economy é vendida como uma experiência diferenciada nas aeronaves de corredor único, com “mais espaço”, apoio de cabeça ajustável e bloqueio do assento central. A exclusividade, incluindo a restrição dos sanitários, é descrita como parte do produto, mediante pagamento adicional.
O Procon, no entanto, vê possível violação de princípios como dignidade, igualdade e isonomia, além de questionar se a prática atende ao direito à prestação adequada de serviços. O órgão pediu ainda que a Latam informe desde quando aplica a restrição, quantos sanitários ficam exclusivos da cabine e como isso foi divulgado ao público.
Em nota enviada à imprensa, a Latam disse que irá responder ao Procon e reforçou que segue “a prática mundial de uso de banheiros por cabine”, garantindo “privacidade e experiência adequada ao produto adquirido”, sempre em conformidade com as normas da Anac e da legislação brasileira.







