
O atentado ao voo Pan Am 103, considerado o pior desastre aéreo da história do Reino Unido, volta ao centro das atenções com a estreia da série “O Atentado ao Voo Pan Am 103” (The Bombing of Pan Am 103), que chega ao catálogo da Netflix em 30 de julho. A produção retrata a investigação do ataque que matou 270 pessoas em 21 de dezembro de 1988.
Na noite do atentado, o Boeing 747 fazia a rota entre Frankfurt, na Alemanha, e Detroit, nos Estados Unidos, com escalas em Londres e Nova York. A aeronave sobrevoava a cidade de Lockerbie, na Escócia, quando uma bomba escondida a bordo explodiu.
Ao todo, morreram os 259 passageiros e tripulantes, além de 11 moradores de Lockerbie atingidos pelos destroços da aeronave. Entre as vítimas, havia pessoas de 21 nacionalidades, sendo 189 cidadãos americanos. Não havia brasileiros a bordo.
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Série mostra investigação e desdobramentos do caso

Criada por Jonathan Lee, a série dramatiza a investigação conduzida por autoridades britânicas e americanas após o atentado. A produção acompanha o trabalho conjunto da polícia escocesa e do FBI para identificar os responsáveis pela explosão, além dos desdobramentos judiciais do caso.
Após cerca de três anos de investigações, dois cidadãos líbios foram acusados de participação no atentado. Em 1999, após negociações internacionais e sanções impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Líbia entregou os suspeitos para julgamento em um tribunal escocês instalado na Holanda.
Em 2001, Abdelbaset al-Megrahi foi condenado à prisão perpétua e se tornou a única pessoa condenada pelo ataque. Ele sempre alegou inocência e foi libertado em 2009 por razões humanitárias, após ser diagnosticado com câncer. Megrahi morreu na Líbia em 2012.
Em 2003, o governo líbio aceitou oficialmente a responsabilidade pelo atentado e concordou em indenizar as famílias das vítimas, embora o então líder Muammar Gaddafi tenha negado ter ordenado o ataque.
As investigações continuaram nos anos seguintes. Em 2020, autoridades dos Estados Unidos acusaram Abu Agila Masud de fabricar a bomba usada na explosão. Dois anos depois, ele foi entregue às autoridades americanas para responder às acusações em um tribunal federal em Washington.
Segundo promotores escoceses, as investigações permanecem em andamento com o objetivo de responsabilizar outras pessoas que possam ter participado do atentado.
Com informações de Aventuras na História







