
O turismo global vive um novo ciclo de crescimento e deve atingir US$ 16 trilhões até 2035, segundo o WTM Global Travel Report 2025. O estudo projeta uma expansão média anual de 3,5%, acima do PIB mundial, impulsionada pela busca por experiências personalizadas e pela valorização de destinos que unem cultura, gastronomia e natureza. Nesse cenário, o Brasil desponta como um dos mercados com maior potencial de competitividade, especialmente em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, que têm atraído visitantes e investidores ao se alinharem às tendências de turismo sustentável e digital.
A Pineapples, administradora de aluguel por temporada do Rio de Janeiro, projeta expansão para outros estados. Fábio Nahon, sócio-diretor da empresa e Diretor de Relações com Investidores da Associação Brasileira de Locação por Temporada (ABLT), acredita que o momento é estratégico para o país, que está diante de uma oportunidade de se posicionar como destino global de referência. “As mudanças regulatórias em curso trazem mais equilíbrio ao mercado e garantem segurança jurídica para proprietários, hóspedes e empresas do setor”, afirma o executivo.
A tendência de viagens personalizadas e sustentáveis também tem impulsionado o uso de tecnologia. A Pineapples vem apostando em inteligência artificial para prever preferências, aprimorar o atendimento e oferecer experiências adaptadas a cada viajante. No Rio de Janeiro, cidade que simboliza o novo perfil do turismo, por reunir natureza, cultura, gastronomia autêntica e eventos de grande porte como o Rock in Rio e o Todo Mundo no Rio, o modelo de aluguel por temporada se consolida como opção preferida de turistas em busca de vivências locais.
De acordo com Nahon, o avanço do turismo de temporada é parte essencial da transformação do setor. O viajante atual, para ele, busca autonomia e experiências únicas, e o aluguel por temporada responde diretamente a esse comportamento. “Com planejamento e inovação, o Brasil pode transformar essa tendência em uma força permanente para o desenvolvimento do turismo nacional”, conclui.







