
A BORDO DO BUENAVISTA – A primeira edição da Convenção da Cruises Academy realiza, nesta quarta-feira (4), uma programação voltada à capacitação de agentes de viagens, a bordo do Buenavista, da Corazul. Com palestras sobre vendas, marketing, tecnologia e gestão, o encontro reúne profissionais do turismo para compartilhar experiências e estratégias comerciais. Confira os principais pontos apresentados.
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Lições da Cruises Academy
Vender com propósito

Na abertura da programação, André Negrini, CEO da Só Agentes, defendeu que o relacionamento com o passageiro deve estar no centro da estratégia comercial. Para o executivo, conhecer as necessidades de cada cliente e compreender o significado da viagem são fatores fundamentais para construir uma venda.
“Coloquem o propósito na frente do depósito. Se vocês se concentrarem apenas em fechar uma venda e receber o Pix, podem deixar de ouvir o cliente e entender sua situação”, afirmou. Negrini também recomendou que os agentes segmentem a comunicação de acordo com os interesses dos passageiros e valorizem sua experiência profissional na apresentação de propostas comerciais.
Posicionamento digital e vendas

Na sequência, Marcela Rota, head de Marketing da Cruises Academy, apresentou estratégias para transformar a presença digital em oportunidades comerciais. A executiva organizou sua abordagem em cinco pilares: presença, conexão, autoridade, desejo e venda.
Segundo Marcela, publicar ofertas sem construir uma relação com o público reduz o potencial de conversão. A recomendação é utilizar histórias, conteúdos informativos e a marca pessoal para demonstrar conhecimento, despertar interesse e conduzir o potencial cliente à compra.
“Quem é mais conhecido vende mais do que quem é melhor”, afirmou, ao defender que os agentes precisam comunicar seus diferenciais e manter uma presença digital ativa e estratégica.
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Inteligência artificial

O CEO da Turbox, Daniel Françoso, abordou o impacto da inteligência artificial no mercado de turismo e defendeu que os agentes de viagens precisam desenvolver novas competências para acompanhar as mudanças do setor. Em sua apresentação, o executivo destacou cinco pilares: curiosidade, contexto, código, caráter e comunidade.
Entre as recomendações, Françoso ressaltou a importância de combinar conhecimento especializado com aprendizado em outras áreas, além de utilizar ferramentas de inteligência artificial com informações sobre a agência e o perfil dos clientes. Também alertou para a necessidade de verificar dados, ofertas e fontes antes de compartilhar conteúdos com os passageiros.
“Você acha que vai parar de estudar quando se formar? É aí que vai começar a estudar de verdade. Quando entrar no mercado de trabalho, precisará continuar aprendendo. No dia em que parar de estudar, acabou”, alerta.
Passhub

O CEO e cofundador da Passhub, Marcos Americano, apresentou uma plataforma de reservas que reúne diferentes fornecedores e utiliza inteligência artificial para automatizar processos de cotação, preenchimento de dados e emissão de passagens. A proposta é reduzir o tempo dedicado às tarefas operacionais e permitir que os agentes concentrem esforços no atendimento e na prospecção de clientes.
O executivo destacou como a ferramenta pode preencher os dados de diversos passageiros em segundos, a partir de documentos enviados pelo cliente, e concluir uma reserva em poucos minutos. A plataforma também gera links de pagamento e automatiza a emissão dos bilhetes após a confirmação da transação.
Lançada há dez meses, a Passhub reúne mais de 4 mil agentes cadastrados e movimentou quase R$ 50 milhões, segundo o executivo. A solução integra produtos como passagens aéreas, hospedagem, aluguel de carros, transporte rodoviário e seguro viagem, com comparação de tarifas entre fornecedores parceiros.
“O agente de viagens não deveria passar uma hora em tarefas operacionais quando poderia usar esse tempo para vender. Hoje, tempo é um recurso precioso”, afirmou Americano.
Tráfego pago e conversão de leads

Felipe Medeiros, especialista em tráfego pago e funis de vendas, destacou a importância de direcionar os anúncios ao público adequado e construir uma jornada de comunicação que transforme o interesse inicial em oportunidade de venda. Segundo ele, campanhas genéricas e ofertas sem diferenciação dificultam a conexão com potenciais clientes.
O palestrante também ressaltou que a comunicação precisa despertar o interesse do passageiro e apresentar uma chamada clara para ação. Depois de atrair o contato, a agência deve responder rapidamente e manter o relacionamento, evitando que o lead perca o interesse.
“Um lead é, acima de tudo, o começo de um relacionamento”, afirmou Medeiros. Para resumir sua abordagem, acrescentou: “O tráfego atrai, a emoção cria conexão, a experiência gera valor e a estratégia conquista o ‘sim’”.
*O M&E viaja com proteção da GTA.







