Paulo Henrique, Weder Silva e Carlos Guimarães da ONG Amigos do Trem. Crédito: Amigos do Trem
Paulo Henrique, Weder Silva e Carlos Guimarães da ONG Amigos do Trem. Crédito: Amigos do Trem

Representantes de diversos setores dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, como políticos, empresários, voluntários e autoridades fecharam uma parceria para criar o Expresso Trem da Terra, primeiro trem turístico interestadual do Brasil. Prevista para começar a circular no primeiro semestre de 2016, a composição terá duas locomotivas, quatro vagões e dois
carros-restaurantes. Os equipamentos da década de 1970, oriundos de um
fábrica, e sem utilidade, foram cedidos pelo DNITT (Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Reuniões entre os órgãos envolvidos já estão ocorrendo para agilizar o processo e conseguir as liberações necessárias. “Já protocolamos o projeto técnico-operacional no Ministério dos Transportes e na Ferrovia Centro-Atlântica (operada pelo VLI – Valor de Logística Integrada, do grupo Vale)”, diz o presidente da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Amigos do Trem, Paulo Henrique Nascimento, idealizador do projeto.

Segundo Paulo Henrique, o Trem da Terra deverá circular entre as cidades de Sapucaia e Três Rios, no Centro Sul Fluminense, Cataguases, Recreio, Leopoldina, Chiador, Além Paraíba e Volta Grande, em Minas Gerais. O Trem da Terra irá percorrer quase 190 quilômetros em aproximadamente 5 horas.
Estudos apontam que por viagem serão transportados até 240 passageiros (60 em cada vagão). O preço do passeio deverá custar em torno de R$ 50 por pessoa.

Paulo Henrique ainda informou que as negociações com as empresas vão propiciar a recuperação de cada vagão por cerca de R$ 50 mil, e que em nível governamental, cada um sairia entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão.

Também estão envolvidos no projeto os prefeitos das oito cidades dos dois estados, a Inventariança da Rede Ferroviária Federal, líderes dos governos estaduais, Associação Brasileira de Preservação Ferroviária/Porto Novo, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e DNIT.

Jane Barreto