Arbaitman
Arbaitman defende união do setor, mais hotéis e ambiente favorável ao turismo nacional (Yuri Ricci/M&E)

SÃO PAULO – O presidente da Maringá Turismo e head do LIDE Turismo, Marcos Arbaitman, afirmou nesta quarta-feira (10) que a articulação entre diferentes segmentos da cadeia turística brasileira já está em andamento e reforçou a necessidade de união entre setor privado e poder público para acelerar o crescimento do turismo nacional.

A declaração foi dada após o Seminário LIDE Turismo, realizado na Casa LIDE, em São Paulo, que reuniu executivos da aviação, hotelaria, cruzeiros, eventos e entidades do setor para discutir estratégias de desenvolvimento para o turismo brasileiro.

“União Nacional do Turismo” segundo Arbaitman

Questionado sobre a proposta apresentada pelo ex-ministro do Turismo Vinicius Lummertz para a criação de uma “União Nacional do Turismo”, Arbaitman afirmou que a iniciativa está alinhada a um trabalho que vem sendo desenvolvido há anos dentro do LIDE.

“Isso acontece há muitos anos. O próprio evento de hoje trouxe os presidentes das três maiores companhias aéreas do país e diversas lideranças ligadas ao turismo. Isso já faz parte de um programa iniciado por João Doria há mais de duas décadas”, afirmou.

Segundo ele, o LIDE Turismo já reúne empresários e especialistas que trabalham na construção de pautas comuns para o setor: “Nosso grupo é muito ativo e já realiza esse trabalho de integração. O turismo precisa atuar de forma coordenada para defender os interesses do país”.

Para Arbaitman, o Brasil possui todas as condições para ampliar sua relevância no mercado global de viagens, mas depende de um ambiente favorável para atrair investimentos e gerar crescimento.

“O que precisamos é de governos municipais, estaduais e federal comprometidos com o desenvolvimento. O Brasil tem uma grandeza turística extraordinária e um potencial que ainda está longe de ser explorado.”

Ao comentar os desafios para os próximos anos, o executivo apontou a ampliação da infraestrutura turística como uma das prioridades mais urgentes.

“Precisamos de mais hotéis. O Rio de Janeiro, por exemplo, tem uma necessidade enorme de ampliar sua capacidade de hospedagem. Em grandes eventos, muitas vezes já não há oferta suficiente.”

Arbaitman também destacou o potencial turístico de São Paulo, que, segundo ele, ainda é subestimado, especialmente no segmento cultural: “São Paulo é muito conhecida pelo turismo de negócios, mas possui uma riqueza cultural impressionante. Temos 174 teatros na cidade, mais do que Nova York, e isso não é reconhecido da forma que deveria ser”.

Segundo o empresário, a expansão constante de espaços culturais demonstra a força do setor e sua capacidade de atrair visitantes: “Os teatros existem porque lotam. Os espetáculos acontecem porque há demanda. Toda semana surgem novos espaços para arte, música e cultura. Isso também é turismo”.

Apesar dos desafios apontados ao longo do seminário, Arbaitman demonstrou otimismo em relação ao futuro do setor e defendeu uma visão positiva sobre as oportunidades do país.

“Eu nasci otimista. Quem trabalha acredita que pode crescer. O Brasil precisa acreditar mais em si mesmo. Temos um dos maiores potenciais turísticos do mundo.”

Ao final da entrevista, o presidente da Maringá Turismo reforçou o apelo para que o turismo seja tratado como uma atividade estratégica para a economia nacional.

“Não podemos criar obstáculos para um setor que gera emprego, renda e desenvolvimento. O turismo é uma oportunidade extraordinária para o Brasil e precisa ser tratado como prioridade”, concluiu.