
Uma brasileira foi presa em Ferrara, no norte da Itália, acusada de liderar um esquema de fraude na concessão de cidadania italiana que teria beneficiado mais de 70 brasileiros entre 2022 e 2024. Segundo o Ministério Público de Torre Annunziata, os pedidos eram aprovados com documentos falsos de residência e sem comprovação de ascendência italiana.
A investigação identificou a participação de pelo menos três servidores municipais de Torre del Greco. O grupo indicava imóveis e locais fictícios de moradia para simular a residência dos requerentes na cidade. Cada processo custaria cerca de 5 mil euros, aproximadamente R$ 28 mil, valor dividido entre os envolvidos.
A brasileira é acusada de associação criminosa, corrupção e falsidade ideológica em documento público. Ela foi presa ao retornar à Itália após uma temporada no exterior e encaminhada a uma unidade prisional especial para mulheres com filhos pequenos.
O caso se soma a outras investigações sobre fraudes na cidadania italiana e ocorre após o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni restringir o reconhecimento por descendência. Pelas novas regras mencionadas no caso, o direito passou a depender de vínculos familiares mais próximos, como pai, mãe, avô ou avó nascidos na Itália.







