
A China concentra a maior parte dos museus presentes no levantamento dos 20 mais visitados do mundo em 2025. O Museu do Palácio, em Pequim, ocupa a primeira colocação, com 19 milhões de visitantes ao longo do ano. Na segunda posição aparece o Palácio de Verão, também na capital chinesa, que recebe 17,381 milhões de pessoas. O terceiro lugar fica com o Mausoléu do Imperador Qin Shihuang, em Xi’an, com 10,97 milhões de visitantes.
Os números fazem parte do índice anual da Themed Entertainment Association (TEA), entidade que acompanha o desempenho de atrações de entretenimento e instituições culturais. O estudo considera os dados de visitação registrados em 2025 e identifica a presença de instituições culturais, palácios históricos e complexos arqueológicos entre os destinos culturais com maior fluxo de público.
Segundo a TEA, o desempenho das instituições chinesas está relacionado, entre outros fatores, à dimensão do mercado doméstico e à política de acesso gratuito. De acordo com o relatório, 91% dos 7.188 museus registrados no país oferecem entrada sem cobrança, o que contribui para ampliar o público.
Além dos três primeiros colocados, outras instituições chinesas aparecem entre as 20 mais visitadas. O Museu do Distrito de Nanshan, em Shenzhen, ocupa a sexta posição, com 7,455 milhões de visitantes. O Museu da Guerra do Ópio, em Dongguan, fica em nono lugar, com 6,929 milhões, enquanto o Museu Nacional da China, em Pequim, registra 6,9 milhões e aparece na décima colocação. A lista também inclui a Mansão do Príncipe Kung, em Pequim, na 14ª posição, com 6,12 milhões de visitantes; o Sanxingdui, em Guanghan, na 15ª, com 6,08 milhões; e o Santuário Wuhou de Chengdu, na 16ª, com 6,03 milhões.
Completam a participação chinesa o Museu de Nanjing, na 18ª posição, com 5,86 milhões de visitantes; o Palácio de Shenyang, em 19º lugar, com 5,852 milhões; e o de Ciência e Tecnologia da China, em Pequim, que fecha o ranking, com 5,53 milhões. Os oito lugares restantes são distribuídos entre França, Reino Unido e Coreia do Sul, que contam com duas instituições cada, além dos Estados Unidos e da Cidade do Vaticano, com uma representação cada.
Louvre lidera entre os europeus
Entre os representantes europeus, o Louvre, em Paris, é o primeiro colocado. Com 9,046 milhões de visitantes em 2025, a instituição ocupa a quarta posição no ranking mundial e permanece como o mais visitado fora da China. Na sequência aparece o Palácio de Versalhes, na França, com 8,4 milhões de visitantes, garantindo o quinto lugar global. O complexo histórico, que também integra a lista de instituições consideradas pela TEA, fica à frente de diversas instituições tradicionais do continente.
O Reino Unido aparece com dois representantes entre os 20 primeiros. O Museu de História Natural de Londres registra 7,117 milhões de visitantes e ocupa a sétima colocação. Já o Museu Britânico recebe 6,44 milhões de pessoas e aparece em 13º lugar. A quinta instituição europeia é o Museu do Vaticano, na Cidade do Vaticano, que contabiliza 6,934 milhões de visitantes e ocupa a oitava posição mundial.
No Reino Unido, algumas instituições registraram crescimento associado à abertura de novas exposições e espaços. Entre os exemplos citados estão a Sainsbury Wing, da National Gallery, e a exposição Our Story with David Attenborough, do Museu de História Natural de Londres.
O relatório aponta que a visitação aos museus da Europa continental permaneceu em patamares elevados e relativamente estáveis, com a maior parte das principais instituições concluindo sua recuperação após a pandemia de Covid-19. O levantamento também apresenta os 20 museus mais visitados da Europa, considerando instituições que não aparecem necessariamente entre os primeiros colocados no ranking mundial.
Os 20 museus mais visitados da Europa em 2025
- Louvre – Paris, França;
- Palácio de Versalhes – França;
- Museu de História Natural – Londres, Reino Unido;
- Museus do Vaticano – Cidade do Vaticano;
- Museu Britânico – Londres, Reino Unido;
- Estatal Russo – São Petersburgo, Rússia;
- Reserva Estatal de Peterhof – São Petersburgo, Rússia;
- Palácio de Topkapi – Istambul, Turquia;
- Tate Modern – Londres, Reino Unido;
- National Gallery – Londres, Reino Unido;
- Parque Arqueológico de Pompeia – Pompeia, Itália;
- Palácio de Schönbrunn – Viena, Áustria;
- Estatal Hermitage – São Petersburgo, Rússia;
- Museu d’Orsay – Paris, França;
- Museu Nacional do Prado – Madri, Espanha;
- Castelo Real de Wawel – Cracóvia, Polônia;
- Victoria and Albert Museum – Londres, Reino Unido;
- Humboldt Forum – Berlim, Alemanha;
- Galeria Estatal Tretyakov – Moscou, Rússia;
- Galeria Uffizi – Florença, Itália.
A relação evidencia a concentração de instituições culturais em cidades que também recebem visitantes interessados em patrimônio histórico, arte e arquitetura. Londres, Paris e São Petersburgo aparecem com mais de uma atração entre as 20 selecionadas. O desempenho das instituições culturais também aparece no resultado geral do TEA Global Experience Index 2025. Segundo a entidade, os 20 mais visitados do mundo somaram 161,4 milhões de visitas no ano, crescimento de 5,4% em comparação com os 153,2 milhões registrados pelas mesmas instituições em 2024.
De acordo com a TEA, 16 dos 20 apresentaram crescimento na visitação. O Museu do Palácio, em Pequim, liderou a expansão e alcançou 19 milhões de visitantes. O Louvre permaneceu como a instituição mais visitada fora da China, enquanto o Metropolitan, em Nova York, foi o único representante da América do Norte no ranking.
*Com informações de EuroNews.







