Fórum
Evento deve reunir 5 mil participantes de diferentes países durante cinco dias e movimentar hotéis, restaurantes, transportes e outros setores da economia paulista (Divulgação/ISA Forum)

São Paulo foi escolhida para sediar, em 2029, a sexta edição do Fórum Mundial de Sociologia, um dos principais encontros internacionais da área. A expectativa é reunir cerca de 5 mil participantes de diferentes países durante cinco dias, com impacto econômico estimado em US$ 10,46 milhões, aproximadamente, na economia local.

A escolha foi confirmada pelo Comitê Executivo da International Sociological Association (ISA) e envolveu uma articulação entre a Embratur, o Visite São Paulo Convention Bureau, a Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) e a Universidade de São Paulo (USP). A candidatura brasileira recebeu apoio das instituições após uma articulação iniciada na IBTM World 2025, feira internacional voltada ao turismo de negócios e eventos.

A realização do encontro também representa uma oportunidade para ampliar a presença brasileira em debates internacionais sobre justiça social, desigualdade, meio ambiente e democracia. A programação deverá reunir pesquisadores e especialistas de diferentes partes do mundo, com espaço para a apresentação de estudos e discussões sobre questões contemporâneas.

Fórum Mundial de Sociologia reforça turismo de negócios em São Paulo

A realização do evento deve beneficiar diferentes setores da economia paulista, incluindo hotelaria, gastronomia, transporte, comércio e serviços. Além do volume de gastos dos participantes, congressos internacionais contribuem para atrair visitantes estrangeiros e ampliar a movimentação turística em períodos de menor demanda.

A captação do Fórum também reforça a estratégia de promoção do segmento MICE, sigla em inglês para reuniões, incentivos, conferências e exposições. A Embratur tem trabalhado na atração desse perfil de evento como forma de ampliar o fluxo internacional de visitantes e fortalecer o turismo de negócios no Brasil.

Para o presidente da Embratur, Bruno Reis, a escolha de São Paulo demonstra a capacidade do país de disputar grandes congressos internacionais. Segundo ele, a realização do encontro deve gerar oportunidades para diferentes atividades econômicas e ampliar a presença brasileira no cenário global.

O evento será organizado pela Universidade de São Paulo, sob coordenação do professor Ruy Braga e da professora Angela Alonso. Para Braga, a realização presencial do Fórum no país representa um marco para a produção científica nacional e latino-americana, além de ampliar o intercâmbio entre pesquisadores de diferentes regiões.

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Brasil amplia participação no mercado de congressos internacionais

A escolha de São Paulo ocorre em um cenário de crescimento da participação brasileira no mercado de eventos internacionais. Segundo dados da International Congress and Convention Association (ICCA), o Brasil recebeu 276 conferências internacionais classificadas pela entidade em 2025, alta de aproximadamente 18% em relação ao ano anterior.

As viagens profissionais também representam uma parcela relevante da demanda turística internacional. No Brasil, esse motivo respondeu por 15,25% das chegadas de turistas estrangeiros ao país.

No mercado global, a projeção da Global Business Travel Association (GBTA) aponta que os gastos com viagens de negócios devem alcançar US$ 1,7 trilhão em 2026. Feiras e conferências profissionais estão entre os principais motivadores dos deslocamentos corporativos.

Evento será realizado presencialmente pela primeira vez no Brasil

Embora o Brasil já tenha sediado uma edição anterior do Fórum Mundial de Sociologia, em 2021, o encontro ocorreu de forma remota, com organização a partir de Porto Alegre (RS). Em 2029, São Paulo receberá a primeira edição presencial do evento em território brasileiro.

Além da movimentação econômica, a expectativa é que o encontro contribua para a internacionalização de mais de 50 programas de pós-graduação em Sociologia no país, fortalecendo a conexão entre universidades brasileiras e instituições estrangeiras.

Para Toni Sando, CEO do Visite São Paulo Convention Bureau e presidente da UNEDESTINOS, a conquista reforça a competitividade do destino na disputa por congressos científicos internacionais. O executivo também destaca os efeitos sobre a cadeia turística, com oportunidades para hotelaria, gastronomia, transporte, comércio e serviços.