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Destinos / Política

Capitólio (MG) poderá ter acesso restrito em determinadas épocas do ano

A região de Capitólio (MG) terá um maior cuidado com o turismo após a tragédia que deixou 10 mortos nos cânions de Furnas. De acordo com o governador Romeu Zema, a região vai passar por análises de geólogos antes que o turismo seja liberado novamente. Apesar dos cuidados prometidos, o governador considerou o incidente como uma fatalidade.

romeu zema Gil Leonardi agencia minas

Romeu Zema, governador de Minas Gerais (Gil Leonardi)

“Não sou especialista nessa área, mas quero deixar claro que o que aconteceu ali é algo inédito”, disse. “E quando cai um raio, quem é o responsável? Sabemos a partir de agora que é uma região sujeita a riscos e que vai merecer uma análise técnica de geólogos, pessoas que possam fazer uma análise e possam colocar ali um nível aceitável ou nao. Nós queremos viabilizar e vamos, sim, o turismo com segurança. É possível sim”, disse Zema.

 

Para continuar atraindo turistas, o governador prometeu cuidado adicional na região de Capitólio. “Teremos anualmente uma análise”, mas lembrou que o destino nunca sofreu nada parecido com o acidente do fim de semana, o que demandará justamente a análise técnica para determinar possíveis riscos futuros, bem como que cuidados adicionais serão exigidos. “Em determinadas épocas do ano, dependendo da chuva, o acesso pode não ser permitido. Queremos viabilizar um turismo com segurança”, destacou o governador.

Abeta destaca reflexões sobre turismo de natureza

A Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura lamentou o acidente em Capitólio, envolvendo atividades de Turismo de Natureza do Brasil. A organização tratou o acidente como um desastre natural, mas destacou que eventos como esses sugerem realizar reflexões sobre “Segurança no Turismo de Natureza”.

“Este acidente nos mostra a importância de uma gestão profissional da atividade turística nos destinos de Ecoturismo e Turismo de Aventura do Brasil. Essas atividades, praticadas ao ar livre, apesar de desejáveis e com muitos aspectos positivos, oferecem riscos inerentes à prática”, destacou a entidade.

“Este acidente nos mostra a importância de uma gestão profissional da atividade turística nos destinos de Ecoturismo e Turismo de Aventura do Brasil”

A Abeta informou que acredita na importância do poder público para o ordenamento e fiscalização das atividades profissionais do turismo de natureza em conformidade com a legislação vigente, em particular a Lei Geral do Turismo, o Código de Defesa do Consumidor e a Norma Técnica ABNT ISO NBR 21101-Sistema de Gestão da Segurança em Turismo de Aventura.

“O consumidor deve buscar produtos e serviços turísticos que tenham comprometimento com a segurança, se há um Termo de Conhecimento de Risco da atividade, se tem um PAE – Plano de Atendimento de Emergências, ambos exigidos pela legislação. Deve também verificar se os condutores são capacitados, se os equipamentos estão em bom estado de conservação, se oferecem seguro da atividade”, destacou a Abeta.

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